Economia

Dólar abre em alta na Superquarta com Copom e Fed no foco

Mercado aguarda corte da Selic para 14,25% e pausa americana enquanto acordo EUA-Irã permanece com detalhes em aberto
Copom e Fed em decisão de juros na superquarta com contexto geopolítico do Estreito de Ormuz

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (17) em alta de 0,15%, cotado a R$ 5,0940, com os investidores de olho na Superquarta — quando os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros.

A expectativa do mercado é que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% ao ano. Já o Federal Reserve deve manter os juros americanos em patamares elevados.

O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, anunciado no domingo (14), também fica no radar após as negociações seguirem abertas e os detalhes do memorando ainda não terem sido divulgados.

Copom deve cortar Selic para 14,25%

Analistas da XP Investimentos apontam que o cenário de inflação piorou desde a última reunião do Copom, pressionado por choques globais de oferta, aquecimento da atividade econômica doméstica e interrupção do ciclo de valorização do real.

Segundo a XP, o colegiado deve elevar sua projeção para o IPCA no quarto trimestre de 2027 de 3,5% para 3,6%, realizar o corte de 0,25 p.p. e adotar comunicação cautelosa, sem sinalizar novos passos de forma direta.

Primeira reunião do Fed sob Warsh

Nos Estados Unidos, o mercado aguarda a decisão do Fomc em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh, indicado por Donald Trump para presidir o Federal Reserve. As projeções apontam para a manutenção dos juros americanos em níveis elevados, diante dos sinais de preços ainda persistentes no país.

Acordo EUA-Irã aguarda divulgação do memorando

O memorando de entendimento entre Washington e Teerã foi assinado na segunda-feira (15), mas os detalhes completos ainda não foram divulgados. A expectativa é de que o texto seja publicado após cerimônia presencial na sexta-feira (19). Entre os pontos previstos estão a reabertura do Estreito de Ormuz e uma nova trégua, incluindo o Líbano.

Trump afirmou que o acordo deixa “bem claro” que o Irã não terá armas nucleares, mas alertou que as negociações ainda não estão concluídas. Sobre as sanções econômicas ao regime iraniano, disse que a medida não será imediata e ficará para negociações posteriores. No G7, os líderes aliados reforçaram a necessidade de garantir que Teerã jamais obtenha esse tipo de armamento.

Na segunda-feira, quando o acordo foi confirmado, o dólar recuou a R$ 5,0443 e o Nikkei saltou quase 5% — reação que hoje já deu lugar à cautela enquanto os detalhes do memorando ainda não foram divulgados.

Bolsas asiáticas fecham no positivo

A maioria dos mercados asiáticos encerrou em alta nesta quarta-feira, impulsionados pelo setor de tecnologia. O CSI300, índice das maiores companhias de Xangai e Shenzhen, avançou 0,97%; o SSEC ganhou 0,74%; e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 1,58%.

O Nikkei japonês subiu 0,7%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,74%. No Brasil, o Ibovespa inicia as negociações às 10h desta quarta-feira.

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