Economia

Petróleo sobe e dólar recua após cancelamento de reunião sobre acordo EUA-Irã

Encontro na Suíça entre EUA, Irã, Paquistão e Catar foi cancelado, deixando pendentes temas como programa nuclear e Estreito de Ormuz
Mapa do Oriente Médio com barris de petróleo: acordo paz EUA Irã e impacto global no petróleo

O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (19), recuando 0,25% para R$ 5,1610, enquanto o petróleo voltou a subir com a incerteza gerada pelo cancelamento das negociações previstas para a Suíça.

O encontro reuniria EUA, Irã, Paquistão e Catar para implementar o memorando de entendimento assinado na quarta-feira (17). Com o cancelamento, ficam em aberto o futuro do programa nuclear iraniano, a situação no Líbano e as regras para o uso do Estreito de Ormuz.

Na quarta-feira (17), EUA e Irã assinaram um memorando com 14 pontos, encerrando quase quatro meses de conflito no Oriente Médio. O documento garante que Teerã não desenvolverá armas nucleares, suspende sanções americanas e prevê compensação financeira ao governo iraniano.

O acordo estabelece um prazo inicial de 60 dias para que as partes negociem um entendimento definitivo — prorrogável por mais 60 dias. Até lá, ambos mantêm o status quo: o Irã preserva seu programa nuclear enquanto os EUA se comprometem a não impor novas sanções nem ampliar sua presença militar na região.

Reunião cancelada, incertezas renovadas

As primeiras conversas sobre a implementação deveriam ocorrer nesta sexta-feira em Genebra. O governo suíço confirmou o cancelamento do encontro, adiando discussões sobre temas ainda sensíveis — entre eles, o uso do Estreito de Ormuz, rota estratégica para parcela significativa do comércio global de petróleo.

A notícia reacendeu a cautela nos mercados. O petróleo, que havia recuado com o otimismo do acordo, voltou a subir diante das dúvidas sobre a implementação do cessar-fogo e a estabilidade da região.

O conflito gerou impactos profundos na economia global. A interrupção do fluxo pelo estreito elevou os preços da commodity, pressionou combustíveis e alimentou a inflação em diversos países. O ciclo de escalada ganhou força em 8 de junho, quando a primeira troca de ataques diretos entre Israel e Irã fez o Kospi sul-coreano despencar 8,29% em um único pregão.

Nos mercados globais, os contratos futuros americanos registravam leve queda nesta manhã — Dow Jones Futuro cedia 0,28%, S&P 500 perdia 0,36% e Nasdaq recuava 0,45% —, após uma semana de forte valorização impulsionada pelo anúncio do acordo de paz. As bolsas dos EUA permanecem fechadas pelo feriado do Juneteenth, que marca o fim da escravidão no país.

Ásia corrige após semana histórica

Na Ásia, os mercados encerraram em queda, em movimento de realização de lucros. No Japão, o Nikkei recuou 0,6% após atingir um novo recorde intradiário pela quinta sessão consecutiva. A Coreia do Sul registrou queda mais acentuada — 1,8% —, embora ainda acumule valorização de 9,5% na semana. As bolsas da China continental, Hong Kong e Taiwan permaneceram fechadas pelo feriado do Festival do Barco do Dragão.

A dimensão da euforia inicial fica clara nos números: quando o acordo foi anunciado, em 15 de junho, o dólar caiu a R$ 5,04 e o Nikkei saltou quase 5% — sinal de quanto os mercados aguardavam o fim do conflito. O cancelamento da reunião suíça representa, portanto, um teste para a sustentabilidade do alívio nas finanças globais.

Economistas acompanham quando a atividade econômica dará sinais concretos de normalização após quase quatro meses de conflito. O prazo de 60 dias acordado pelo memorando é visto como janela crítica para definir o ritmo da recuperação — e o primeiro tropeço diplomático já acende o alerta.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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