Política

STF julga Eduardo Bolsonaro por coação para proteger Jair de condenação

PGR acusa ex-deputado de articular com governo Trump ameaças a ministros do Supremo
Eduardo Bolsonaro julgamento STF coação: instituição confrontada por ameaças

O Supremo Tribunal Federal iniciou nesta terça-feira (16) o julgamento de Eduardo Bolsonaro por coação no processo sobre a tentativa de golpe de estado de 2022. A Procuradoria-Geral da República começou a ler seu pedido de condenação na 1ª Turma do STF.

A PGR acusa o ex-deputado de ter atuado junto ao governo Donald Trump para ameaçar ministros do STF e criar um clima de instabilidade — com o objetivo de impedir a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para condenar ou absolver, a turma precisa de três votos. O relator, ministro Alexandre de Moraes, já leu seu relatório. A Defensoria Pública da União, que representa Eduardo, pediu absolvição por falta de provas.

O que a PGR acusa

Segundo a Procuradoria, Eduardo Bolsonaro articulou com o governo dos Estados Unidos uma campanha de pressão contra o Judiciário brasileiro. O objetivo declarado era sobrepor os interesses da família Bolsonaro ao devido processo legal e livrar Jair Bolsonaro da responsabilização criminal.

A lista de evidências inclui declarações públicas em entrevistas e redes sociais, além de trocas de mensagens com o pai que, segundo a PGR, revelam articulações nos EUA para constranger a cúpula do STF.

No início de junho, Moraes havia liberado a ação penal para julgamento colegiado após a PGR apresentar alegações finais pedindo a condenação — o que abriu formalmente o caminho para a sessão desta terça.

A dinâmica da sessão

Moraes votará primeiro, seguido de Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Primeira Turma. Não há limite de tempo para os votos, e são necessários três para definir o resultado — condenação ou absolvição.

Os argumentos da defesa

A DPU levantou questionamentos processuais centrais. O principal: Eduardo foi notificado por edital, mas estava no exterior “em lugar sabido” — o que exigia citação por carta rogatória, conforme o artigo 368 do Código de Processo Penal. “A citação por edital contamina o processo desde o seu início”, afirmou a defensoria.

Outro ponto contestado é a participação de Moraes no julgamento, que a defesa considera irregular. A DPU argumenta ainda que Eduardo teve uma defesa “meramente formal”, sem qualquer contato com o réu — o que violaria o princípio constitucional do contraditório efetivo.

No mérito, a Defensoria sustenta que as declarações do ex-deputado estão protegidas pela liberdade de expressão e que ele não tinha poder de decisão sobre atos soberanos do governo americano. Na véspera, Moraes já havia rejeitado o pedido da DPU para adiar a sessão e convocar um ministro substituto, mantendo a Primeira Turma reduzida a quatro integrantes.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PF aponta que Vorcaro pagou suítes do Four Seasons em Lisboa para Hugo Motta

PM do DF admite ao STF que não revistava carro com arma de Bolsonaro

PF revela que Vorcaro planejou armadilha de drogas contra DJ ex-marido de Martha Graeff

STF forma maioria para condenar Eduardo Bolsonaro por coação na trama golpista