Política

Haddad acusa prejuízo de R$ 4 bi na privatização da Sabesp e promete revisar contrato

Petista diz que leilão foi viciado por cláusulas que afastaram rivais e afunilou para um único comprador
Editorial: privatização da Sabesp e prejuízo denunciados por Haddad em disputa

O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a atacar a privatização da Sabesp nesta terça-feira (16), afirmando que a empresa passou de “companhia saudável” a “problema para São Paulo” após a desestatização conduzida pelo governador Tarcísio de Freitas.

Em reunião com representantes da indústria ceramista em Santa Gertrudes (SP), Haddad estimou prejuízo de R$ 3,5 a 4 bilhões no processo e disse que analisará juridicamente o contrato para avaliar uma possível revisão caso seja eleito.

Leilão “afunilado” para um único concorrente

O centro da acusação de Haddad é que cláusulas inseridas no edital foram usadas deliberadamente para afastar competidores — reduzindo o leilão a um único interessado e, consequentemente, derrubando o preço de venda.

“Você vende pelo menor preço, porque só tinha um concorrente. Aí você vende outro tanto da Sabesp — mais 17% — pelo preço do leilão de um concorrente, escolhendo para quem vender, numa sala fechada”, disse o petista. “Foram três cláusulas acrescentadas para afastar investidores e ficou na mão de um.”

Na véspera, em evento da revista Veja com a presença do próprio Tarcísio, Haddad já havia acusado que a privatização foi conduzida com critérios “opacos e sem transparência” — e Tarcísio respondeu ao vivo com dados sobre o avanço do saneamento em Guarulhos. Leia o embate completo.

Questionado se pretende reestatizar a Sabesp, Haddad disse que o assunto exige “muita seriedade” e que contratos de venda de patrimônio público costumam trazer cláusulas que “impedem muitas vezes uma revisão”. Prometeu analisar com a área jurídica “todas as consequências”.

Tarcísio rebate com dados de esgoto

O governador Tarcísio de Freitas, que também discursou no evento da Veja na véspera, defendeu a privatização da Sabesp argumentando que ela era necessária para preservar a capacidade de investimento da companhia e acelerar a universalização do saneamento, em linha com as metas do Marco do Saneamento.

Tarcísio citou Guarulhos como vitrine do modelo: o município teria saltado de 2% para 45% de tratamento de esgoto desde 2019, com meta de alcançar 78% até o fim de 2026. “O pessoal leva sempre para o lado da política; a gente está focando em resultado”, rebateu o governador.

Para Tarcísio, a resistência à privatização seria de natureza ideológica. “Ideologia e aritmética são dois valores que não se misturam”, disse.

Além da Sabesp, Haddad anunciou que pretende revisar outros contratos da gestão atual caso seja eleito, incluindo o programa Muralha Paulista e o aditamento da Linha 6-Laranja do metrô — sinalizando que o debate sobre a desestatização é apenas uma frente do embate mais amplo sobre o legado de Tarcísio nas eleições de 2026.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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