O Diretório Estadual do PDT em São Paulo oficializou nesta sexta-feira (24) o apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado, durante convenção realizada na Assembleia Legislativa (Alesp).
A legenda também respaldou as candidaturas de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) ao Senado e indicou nomes próprios para as suplências das duas, que já ocuparam ministérios sob Lula.
Haddad, França, Marina e Tebet participaram do evento, comandado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Suplências do Senado concentram disputa entre aliados
O PDT indicou Antonio Neto como suplente de Marina Silva e o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri como suplente de Tebet. As vagas são disputadas porque, caso Lula se reeleja e as duas voltem a ocupar ministérios, os suplentes assumiriam as cadeiras no Senado. As negociações, porém, seguem abertas: mais cedo, o PV já havia indicado Roberto Tripoli para a suplência de Marina Silva, evidenciando a disputa interna na base governista.
Carlos Lupi minimizou o atrito. “Os partidos estão negociando com muita consciência”, disse o presidente nacional do PDT, que comandou a convenção. “O que é certo é que nós vamos apoiar o Haddad (…), é para isso que nós estamos aqui, sem nenhuma condição.”
Haddad mira aliança ampla antes da convenção do PT
Em discurso, Haddad afirmou que “sempre fez força para o PDT crescer” e lembrou que a legenda teve espaço em sua gestão como prefeito de São Paulo, entre 2013 e 2016. O petista participa neste sábado (25) da convenção do PT, em Campinas, quando deve ratificar o ex-ministro Márcio França (PSB) como vice em sua chapa. A oficialização do apoio do PDT chega dias depois de Haddad apresentar, ao lado de Tarcísio de Freitas, planos rivais de segurança pública para disputar o governo paulista.
Márcio França sinalizou que a aproximação entre as siglas pode ir além da eleição de 2026. “Mais tarde, menos tarde, o PSB e o PDT serão uma coisa só”, disse o pré-candidato a vice-governador durante a convenção paulista.
O PDT também fechou suas listas proporcionais no estado: são 60 candidatos à Câmara dos Deputados e 45 nomes para a Alesp, que disputam 94 cadeiras de deputado estadual. O tamanho das chapas reforça o papel do partido como base de sustentação de Haddad no Legislativo paulista.
A convenção em São Paulo repete o movimento observado na esfera nacional: quatro dias antes, o PDT já havia sido o primeiro partido a formalizar apoio à reeleição de Lula, em convenção nacional comandada pelo mesmo Carlos Lupi que assinou o respaldo a Haddad em São Paulo. A sequência sugere que a legenda tenta se firmar como aliada de primeira hora do Governo Lula tanto na disputa nacional quanto nos estados.
