Uma juíza federal dos Estados Unidos encerrou definitivamente nesta segunda-feira a ação movida pela xAI, empresa de inteligência artificial de Elon Musk, contra a OpenAI por suposto roubo de segredos comerciais.
A magistrada Rita Lin, de São Francisco, concluiu que a xAI não conseguiu provar que a OpenAI induziu o ex-engenheiro Xuechen Li a obter informações confidenciais de forma indevida — e classificou qualquer tentativa de continuar o processo como "inútil".
O caso teve origem em setembro do ano passado, quando a xAI apresentou uma ação alegando que ex-funcionários teriam levado consigo códigos-fonte confidenciais relacionados ao Grok ao migrarem para a OpenAI.
O pivô da disputa era Xuechen Li, engenheiro que saiu da xAI e participou de um processo de recrutamento na OpenAI. A empresa de Musk sustentava que, durante esse processo, Li teria revelado informações sigilosas da companhia em uma apresentação feita à concorrente.
A juíza Lin discordou. Segundo ela, não há evidências de que Li tenha divulgado segredos comerciais durante a apresentação — e tampouco de que a OpenAI tivesse incentivado o engenheiro a compartilhar dados protegidos.
Em fevereiro, Lin já havia rejeitado uma versão anterior do processo. Com a nova rejeição, o caso foi encerrado de vez, sem possibilidade de nova reformulação da queixa.
A decisão se soma a uma sequência de derrotas judiciais de Musk contra a OpenAI: em maio, um júri federal já havia rejeitado as acusações do bilionário de que a empresa traiu sua missão original de desenvolver IA em benefício da humanidade — conforme noticiado pelo Tropiquim quando a OpenAI venceu Musk no tribunal e protegeu seus planos de IPO.
A xAI acumula turbulências jurídicas envolvendo seus próprios engenheiros: dias antes desta decisão, um ex-funcionário havia processado a empresa por demissão injusta após denunciar falhas de segurança no desenvolvimento do Grok — caso que o Tropiquim acompanhou em detalhe.
A empresa integra o grupo SpaceX, controlado por Musk, com atuação nas áreas espacial, de satélites e de inteligência artificial. Os advogados da xAI não se pronunciaram sobre a decisão.
O desfecho reforça um padrão recente: nas disputas legais entre Musk e a OpenAI — seja por quebra de missão, seja por espionagem industrial —, os tribunais americanos têm sistematicamente rejeitado as pretensões do bilionário por falta de provas concretas.
