Tecnologia

Engenheiro demitido por alertar sobre riscos do Grok processa xAI por retaliação

Devin Kim afirma que foi punido por insistir em mecanismos de segurança no chatbot de Elon Musk
Engenheiro xAI demitido riscos segurança processa empresa por retaliação em tribunal

Um ex-engenheiro da xAI entrou com uma ação judicial na Califórnia alegando que foi demitido por denunciar riscos de segurança no desenvolvimento do Grok, o chatbot de Elon Musk.

Devin Kim protocolou o processo na terça-feira (9) em um tribunal estadual da Califórnia, acusando a empresa de retaliação e demissão injusta — violações à legislação trabalhista do estado.

Kim foi uma das primeiras contratações da xAI em 2024 e, em poucos meses, ascendeu a um cargo de liderança. Segundo a ação, ele ingressou na empresa convicto de que Musk esperava a implementação de testes e procedimentos rigorosos de segurança no Grok.

O entrave partiu da própria liderança interna. O supervisor de Kim, Jimmy Ba, cofundador da xAI, teria ignorado sistematicamente as diretrizes de segurança e rejeitado a insistência do engenheiro em adotar mecanismos de proteção no chatbot.

O Grok já acumula polêmicas graves: o chatbot foi alvo de críticas por gerar milhões de imagens sexualizadas de mulheres e menores. O caso se insere em um padrão mais amplo de negligência no setor — dias antes, a Flórida havia processado a OpenAI por falhas semelhantes de proteção envolvendo crianças.

A xAI e a SpaceX não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre a ação.

Processo chega às vésperas do maior IPO da história

A ação foi protocolada com timing preciso: às vésperas da oferta pública inicial de ações da SpaceX, prevista para sexta-feira (12) e esperada como a maior da história. O movimento repete o padrão de turbulências jurídicas que cercaram o processo bilionário entre Musk e a OpenAI meses antes.

Kim tampouco está sozinho. Na semana passada, o Center for AI Safety — organização sem fins lucrativos dedicada ao estudo dos riscos potenciais da inteligência artificial — anunciou sua nomeação para a presidência da entidade.

O histórico de segurança dos empreendimentos de Musk já foi investigado antes. Em 2023, a Reuters documentou ao menos 600 acidentes de trabalho não divulgados na SpaceX, incluindo esmagamentos, amputações, choques elétricos e uma morte. Ex-funcionários atribuíram os problemas a uma cultura permissiva, alimentada pela crença de Musk de que a empresa corre contra o tempo para criar um refúgio humano no espaço.

Em documentos judiciais anteriores, a SpaceX defendeu seu histórico de segurança e afirmou oferecer treinamento extensivo aos funcionários.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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