Política

PL recebe quase R$ 900 milhões do fundo eleitoral 2026; três partidos dominam 40% do repasse

Dinheiro só é liberado após homologação do TSE; sobras retornam ao Tesouro Nacional
Fachada do TSE em destaque para distribuição fundo eleitoral 2026 e controle institucional dos repasses

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta quarta-feira (3) o rateio dos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as eleições de outubro de 2026.

O Partido Liberal (PL) lidera com R$ 881,7 milhões, seguido pelo PT (R$ 615,4 mi) e pelo União Brasil (R$ 526,2 mi). Juntas, as três legendas absorvem cerca de 40% de toda a verba pública destinada ao pleito.

Criado em 2017 para substituir o financiamento de campanhas por empresas privadas — proibido pelo Supremo Tribunal Federal —, o fundo público tornou-se a principal fonte de custeio eleitoral no Brasil.

O critério de divisão entre as siglas é proporcional ao desempenho nas eleições anteriores: bancadas maiores na Câmara e no Senado garantem fatias maiores do bolo. É o que explica a concentração dos repasses em torno do PL, PT e União Brasil.

Quando o dinheiro é liberado

A verba não é repassada automaticamente. Cada partido precisa definir e publicar seus critérios internos de distribuição entre candidatos — respeitando, por lei, as cotas de gênero e raça — e ter o plano homologado pelo TSE.

Os recursos chegam em parcela única aos diretórios nacionais e devem ser usados exclusivamente para o financiamento das campanhas. Partidos que optarem por não receber o fundo têm o valor devolvido ao Tesouro Nacional. Sobras após o pleito também retornam aos cofres públicos.

PL e PT, que encabeçam o ranking com R$ 881,7 milhões e R$ 615,4 milhões respectivamente, já protagonizam a maior guerra jurídica do TSE em 2026: as duas siglas respondem por 47 das 59 representações eleitorais protocoladas desde janeiro — quatro vezes mais do que no mesmo período de 2022.

Enquanto o fundo oficial chega ao bilhão, o dinheiro ilegal também avança. Em 2024, a Polícia Federal registrou recorde histórico de apreensões de caixa 2 eleitoral: R$ 28,6 milhões recolhidos, quase seis vezes mais do que em 2022.

A prestação de contas é obrigatória para todos os beneficiários. A Justiça Eleitoral fiscaliza cada gasto declarado, e irregularidades podem acarretar a devolução dos recursos e sanções às legendas.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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