Política

Lula anuncia nova carta a Trump após ser ‘pego de surpresa’ com tarifas

Presidente diz que Brasil não pode aceitar tratamento dos EUA e acusa oposição de usar taxas como arma eleitoral
Lula e Trump em retratos oficiais com bandeira brasileira, representando a carta de Lula a Trump sobre tarifas

O presidente Lula anunciou nesta quarta-feira (3) que enviará uma nova carta a Donald Trump após ser pego de surpresa pelas propostas de novas tarifas sobre produtos brasileiros — medidas que, segundo ele, chegaram sem qualquer comunicação oficial de Washington.

A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto. Lula afirmou que o Brasil “não pode aceitar” o tratamento imposto pelos Estados Unidos e deixou claro que, se os americanos não recuarem, levará o debate à imprensa internacional.

A surpresa de Lula contrasta com o otimismo que carregou da Casa Branca em maio. Na ocasião, entregou pessoalmente a Trump quatro documentos sobre temas estratégicos: combate a facções criminosas, exploração de terras raras e o conflito no Irã. O presidente saiu convicto de que Brasil e EUA abriam uma nova fase no relacionamento bilateral — as tarifas anunciadas dias depois desfizeram esse otimismo em menos de um mês.

“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa”, declarou Lula aos ministros.

A reunião ministerial desta quarta não foi improvisada: o prazo aberto após o encontro na Casa Branca havia expirado sem acordo, e o governo precisava dar uma resposta. Lula afirmou que disse a Trump que, se estiver errado, recua — mas que, caso contrário, é o norte-americano quem terá de ceder. “Esse prazo de um mês ainda não terminou”, acrescentou.

O presidente atacou, sem citar nomes, quem teria usado as tarifas como instrumento eleitoral. O episódio remete à visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca, quando o senador pediu a Trump que não taxasse o Brasil — e depois transformou as tarifas em munição eleitoral contra o presidente. “Pedir uma punição ao país na perspectiva de derrotar uma candidatura seria chamado de traição da pátria”, afirmou Lula.

Durante a reunião, Lula também retomou críticas ao secretário de Estado americano Marco Rubio, chamando-o de “latino-americano frustrado” — expressão que já usou em outras ocasiões públicas ao se referir ao diplomata.

O presidente anunciou que pretende ir além da correspondência diplomática. “Eu ainda vou mandar outra carta ao presidente Trump. Vou escrever quantos artigos forem necessários na imprensa americana e na imprensa mundial, para mostrar que eles estão errados e que estão induzindo o mundo a uma violência desnecessária”, afirmou.

Lula encerrou a fala reiterando o apelo pela paz e pelo fim dos conflitos armados no mundo — tema recorrente em seus discursos e que serve de pano de fundo para as críticas à postura da atual administração americana.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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