Política

PT abre mão de candidatura a governador em 14 estados em 2026

Partido cede protagonismo a aliados mais competitivos para fortalecer o palanque de Lula à reeleição
Foto oficial de Lula com faixa presidencial e o Congresso Nacional ao fundo, símbolo das PT candidaturas governador 2026

O PT decidiu não lançar candidaturas próprias ao governo em 14 estados nas eleições de 2026, dando lugar a aliados com mais competitividade nas urnas locais.

A decisão faz parte da estratégia do partido para reforçar a base de apoio à candidatura presidencial de Lula à reeleição.

Em 12 estados, o PT manterá candidatos próprios à cabeça de chapa, enquanto os aliados assumem as vagas de vice-governador ou disputam o Senado pela mesma coligação. Roraima é o único caso ainda indefinido, com convenção marcada para 4 de agosto.

Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro mudam de lado

No Rio Grande do Sul, o PT apoiará pela primeira vez uma candidata de outro partido ao governo desde a redemocratização — a primeira disputa estadual no estado ocorreu em 1990. A aposta é em Juliana Brizola (PDT), que aparece com 24% em pesquisa Quaest divulgada na quinta-feira (30), tecnicamente empatada com Luciano Zucco (PL), que soma 22% dentro da margem de erro de 2 pontos.

No Rio de Janeiro, os petistas apoiarão o prefeito Eduardo Paes (PSD), líder em todos os cenários de 1º e 2º turno segundo a mesma pesquisa Quaest. Em troca, a deputada federal Benedita da Silva concorrerá ao Senado pela chapa — repetição do acordo fechado em 2022, quando o PT cedeu a cabeça de chapa fluminense para Marcelo Freixo, então no PSB, derrotado no 2º turno.

Para o cientista político Eduardo Grin, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o PT age de forma pragmática desde a vitória sobre Bolsonaro em 2022: a chamada Frente Democrática “tende a ser uma tendência” nas eleições, e não um episódio isolado. Segundo ele, o objetivo é maximizar a chance de reeleição de Lula, mesmo quando o acordo não traz contrapartidas diretas.

A leitura é compartilhada por Luciana Santana, diretora do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Para a cientista política, o equilíbrio entre candidaturas próprias e apoios a aliados mostra que o critério central do PT segue sendo a coalizão presidencial, e não a ampliação do número de governadores petistas.

A lógica de reciprocidade já apareceu em outras negociações recentes: o PDT foi o primeiro partido a declarar apoio à reeleição de Lula e também cedeu a candidatura ao governo de São Paulo para apoiar Fernando Haddad (PT), movimento inverso ao que ocorre agora nos 14 estados em que é o PT quem recua.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

PT abre mão de candidatura a governador em 14 estados em 2026

Analistas dizem que Brasil tem pouca margem para negociar tarifaço de Trump

Adimplentes do Fies cobram no Congresso desconto igual ao de inadimplentes

Estudo brasileiro usa HTLV-1 para desvendar avanço da esclerose múltipla