O presidente Luiz Inácio Lula da Silva saiu da Casa Branca nesta quinta-feira (7) convicto de que Brasil e Estados Unidos deram um passo importante rumo à normalização de suas relações.
O encontro com Donald Trump começou às 12h15 (horário de Brasília) e se estendeu por quase três horas, além do previsto.
A reunião é considerada por especialistas etapa essencial para superar as tensões geradas por tarifas americanas sobre produtos brasileiros e sanções a autoridades nacionais.
Os dois presidentes trataram de temas comerciais e diplomáticos no encontro, segundo o chanceler Mauro Vieira. A agenda incluía itens como PIX, etanol, minerais críticos e a situação política na Venezuela — pauta extensa acertada previamente pelas duas equipes diplomáticas.
Coletiva conjunta cancelada
A declaração à imprensa prevista para o Salão Oval não aconteceu. Uma fonte do governo brasileiro ouvida pela TV Globo informou que o motivo foi o prolongamento da reunião além do tempo planejado. Do lado americano, Trump comunicou o resultado pelas redes sociais, classificando o encontro como ‘muito bom’ e confirmando que comércio e tarifas dominaram a agenda — sem detalhar os pontos avançados.
O pano de fundo da visita é marcado por disputas comerciais abertas: os EUA aplicaram tarifas a produtos brasileiros e sanções a autoridades nacionais, tornando o diálogo direto entre os dois líderes um instrumento decisivo para destravar as negociações bilaterais.
O encontro desta quinta tem raízes numa ligação telefônica recente entre os dois presidentes. A reunião foi selada numa conversa de 40 minutos em que Trump elogiou a trajetória de Lula e encerrou com um informal ‘I love you’ — episódio que acelerou a confirmação da data.
Para o governo Lula, a visita a Washington representa um movimento estratégico de política externa: recolocar o Brasil como interlocutor de peso junto à administração Trump num momento de tensões tarifárias que pressionam setores exportadores do país.
Especialistas apontam que a normalização comercial entre os dois países pode abrir caminho para acordos em áreas como etanol e minerais críticos — temas que figuram entre as principais demandas brasileiras nas negociações em curso.
