Economia

BC impõe novas regras para barrar uso do FGC como isca para investidores

Medidas entram em vigor na segunda-feira e foram motivadas pela crise do Banco Master, que usava cobertura do fundo como argumento de venda
Novas regras FGC para captação de bancos reguladas pelo Banco Central após crise do Banco Master

O Banco Central publicou nesta sexta-feira as regras que dificultam o uso da proteção do FGC como ferramenta de captação. As normas entram em vigor na segunda-feira (1º) e criam novos critérios prudenciais para bancos que se apoiam na garantia do fundo para atrair investidores.

A medida foi desenhada após a crise do Banco Master, que cresceu rapidamente ao oferecer taxas acima do mercado e usar a cobertura do FGC como argumento de venda para aplicações de maior risco.

Como funcionam as novas restrições

A principal mudança introduzida pelo BC é a criação do chamado ativo de referência, um indicador que mede a qualidade e a diversificação das fontes de recursos de cada instituição financeira.

Pela regra, se a parcela de recursos garantidos pelo FGC superar o volume vinculado a ativos de menor risco, o banco será obrigado a direcionar parte do dinheiro captado para títulos públicos federais — considerados mais seguros e com menor risco de crédito.

Na prática, o mecanismo desincentiva a captação agressiva com base na cobertura do fundo, já que a instituição precisará carregar ativos mais conservadores como contrapartida à proteção recebida.

O Conselho Monetário Nacional havia definido as diretrizes gerais no fim de abril. O BC publicou nesta sexta-feira o detalhamento técnico e operacional das normas, que passam a valer a partir de segunda-feira (1º).

Em nota, o Banco Central afirmou que “as alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional”.

O caso que motivou a mudança

O Banco Master cresceu de forma acelerada ao combinar taxas de rendimento acima do mercado com a garantia do FGC como argumento central de vendas para produtos considerados de maior risco. A estratégia atraiu investidores que, em tese, acreditavam estar protegidos pelo fundo.

A magnitude do problema ficou clara nos números: o FGC desembolsou cerca de R$ 49,4 bilhões para indenizar clientes do Banco Master e outras duas instituições liquidadas — o maior evento de indenização da história do fundo, que agora se vê diante de novas regras para evitar que a situação se repita.

As consequências da estratégia se espalharam além dos próprios clientes do Master. O GDF chegou a pedir à União garantia para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões destinado a cobrir o rombo que as operações com o banco deixaram no BRB.

O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. A cobertura atual é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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