Política

Nunes Marques abre prazo duplo para PGR avaliar revisão da pena de Bolsonaro

Ministro estendeu o limite de 10 para 20 dias alegando complexidade do pedido que tenta anular condenação a 27 anos por tentativa de golpe
Ministro Nunes Marques em toga judicial, fachada do STF e Bolsonaro: revisão criminal condenação suprema

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, deu nesta quarta-feira (27) prazo de 20 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o pedido de revisão criminal da condenação de Jair Bolsonaro.

A defesa do ex-presidente quer anular a sentença de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pela tentativa de golpe de Estado. Os advogados alegam erro judiciário e contestam a competência da Primeira Turma do STF para ter julgado o caso.

O prazo concedido é o dobro do padrão legal: o Código de Processo Penal prevê dez dias para esse tipo de manifestação. Nunes Marques justificou a extensão classificando o caso como de alta complexidade.

No dia 8 de maio, a defesa protocolou o pedido que originou a movimentação desta quarta — uma revisão criminal que busca anular completamente a condenação a 27 anos e 3 meses, alegando erro judiciário e incompetência da Primeira Turma para julgar o caso.

O que é revisão criminal

A revisão criminal é um mecanismo excepcional do direito processual brasileiro, admitido apenas após o trânsito em julgado — quando a condenação se torna definitiva e não cabem mais recursos. No caso de Bolsonaro, isso ocorreu em novembro do ano passado.

Para ser aceita, a revisão precisa demonstrar comprovadamente um erro judiciário. Não se trata de um novo recurso, mas de uma reavaliação com base em falha identificada no processo anterior.

Nunes Marques assumiu a relatoria por sorteio entre ministros da Segunda Turma — o mesmo ministro indicado ao STF pelo próprio Bolsonaro em 2020, o que carregou inevitável peso simbólico à escolha.

Enquanto o processo avança no STF, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária. O ministro Alexandre de Moraes autorizou o regime por motivos humanitários, levando em conta o estado de saúde do ex-presidente.

Antes da transferência para o domicílio, Bolsonaro estava detido na Papudinha — como é chamado o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Com a abertura do prazo para a PGR, o processo entra em nova fase. Após a manifestação da Procuradoria, caberá a Nunes Marques avaliar a admissibilidade do pedido e decidir os próximos passos da revisão criminal no Supremo.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Padilha promete cumprir lei de aborto após Congresso dificultar acesso para crianças

Ex-diretor da OMC afirma que Pix não corre risco e aponta falhas nas negociações com EUA

Planalto rejeita acusação dos EUA sobre trabalho forçado e aciona reciprocidade

STF vai julgar Eduardo Bolsonaro por tentativa de obstruir caso do golpe