Política

Nunes Marques, indicado por Bolsonaro, será relator de revisão da condenação

Ministro do STF conduzirá pedido que busca anular pena de 27 anos por tentativa de golpe de Estado
Revisão criminal condenação Bolsonaro STF: Nunes Marques relata caso de 27 anos

O ministro Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020 pelo próprio Jair Bolsonaro, foi sorteado relator do pedido de revisão criminal do ex-presidente.

A defesa protocolou o pedido na última sexta-feira (8), pedindo a anulação da condenação de 27 anos e 3 meses pela tentativa de golpe de Estado.

A relatoria foi definida por sorteio entre os ministros da Segunda Turma, com exclusão do ministro Luiz Fux, relator da ação penal original na Primeira Turma.

O que a defesa alega

Os advogados de Bolsonaro contestam a competência da Primeira Turma do STF para ter julgado o ex-presidente e pedem “correção de erro judiciário”. O documento entregue ao Supremo afirma que o processo “violou o juiz natural interno do próprio Supremo e instaurou vício de incompetência orgânica absoluta apto a contaminar todos os atos decisórios subsequentes”.

A estratégia da defesa inclui pedir que o caso seja redistribuído apenas entre ministros da Segunda Turma que não participaram do julgamento original e que, ao fim, seja levado ao plenário da Corte. Na última sexta-feira (8), a defesa de Bolsonaro protocolou no STF o pedido que busca anular completamente a condenação — alegando erro judiciário e incompetência orgânica da Primeira Turma para julgar o caso.

Como funciona a revisão criminal

A revisão criminal é um instrumento excepcional que permite ao condenado, após esgotados todos os recursos, pedir a reavaliação de uma sentença definitiva. A medida não equivale a um novo julgamento e só é admitida em situações específicas, como a comprovação de erro judiciário.

As defesas podem acionar o mecanismo a qualquer momento durante a execução da pena, desde que apresentem novos elementos de investigação — não cabe reexaminar fatos já discutidos no processo. As normas do Supremo determinam que o relator original da ação penal não participa do sorteio para conduzir a revisão, o que justificou a exclusão de Fux.

A dimensão política do sorteio é inevitável: Nunes Marques integra o STF desde 2020, quando foi escolhido pelo próprio Bolsonaro, hoje cumprindo pena em prisão domiciliar. O fato de um ministro indicado pelo condenado conduzir o pedido que pode anular sua pena já colocou o caso no centro do debate institucional.

O caminho para este pedido só ficou aberto depois que o STF encerrou a fase de recursos da trama golpista e confirmou a execução das penas de todos os 29 condenados. No caso de Bolsonaro especificamente, os recursos se esgotaram em novembro do ano passado.

Após o recebimento do pedido, o condenado e a Procuradoria-Geral da República serão ouvidos em até cinco dias. Se a revisão for aceita, o tribunal poderá atuar no processo, mas sem possibilidade de aumentar a pena originalmente fixada. Em caso de absolvição, o condenado recupera os direitos suspensos e pode pedir indenização pelo erro judiciário.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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