Política

Senado aprova piso de R$ 5.130 para professores e muda fórmula de reajuste

Com ganho real de 1,5% acima da inflação, MP segue à sanção de Lula após aprovação no Congresso
Senado em sessão e retrato de Lula, representando a aprovação do piso salarial professores 2026 reajuste

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (26) a medida provisória que fixa o piso nacional do magistério em R$ 5.130,63 para 2026 e estabelece um novo critério de reajuste anual para os próximos anos.

O ajuste representa alta de 5,4% sobre o valor anterior de R$ 4.867,77 — ganho real de 1,5% acima do INPC de 2025, que fechou em 3,90%.

Como a proposta já havia passado pela Câmara dos Deputados, o texto segue agora para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nova fórmula une inflação e desempenho do Fundeb

A mudança central da MP é o novo critério de correção: o piso passará a ser reajustado pelo INPC somado a 50% da média da variação real das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos.

O Fundeb é o principal mecanismo de financiamento da educação básica pública no Brasil. Formado por 27 fundos estaduais, redistribui recursos de impostos locais e complementações federais a todas as etapas do ensino básico.

O critério anterior gerava distorções relevantes. Sem a nova fórmula, a recomposição em 2026 seria de apenas 0,37% — ante os 5,4% assegurados pelo novo cálculo, o que representa diferença de quase quinze vezes no poder de atualização.

Travas garantem equilíbrio nos reajustes futuros

Para compatibilizar a valorização da categoria com a capacidade financeira dos entes públicos, a MP fixa um teto e um piso para as correções anuais.

O reajuste não poderá superar a variação percentual da receita nominal do Fundeb entre os dois anos anteriores. Em contrapartida, nenhuma correção poderá ficar abaixo do INPC, blindando o poder de compra dos docentes.

A relatora, senadora Dorinha Seabra (União-GO), também inseriu o valor nominal de R$ 5.130,63 no próprio texto da MP referente a 2026 — medida técnica adotada para evitar disputas judiciais sobre o montante exato do reajuste deste ano.

A medida provisória foi editada pelo presidente Lula em janeiro de 2026, quando suas regras já passaram a valer provisoriamente. Para se converter em lei definitiva, porém, o texto precisava ser votado pelo Congresso Nacional em até 120 dias — prazo que motivou a tramitação acelerada nas duas casas legislativas.

Antes de chegar ao plenário do Senado, a proposta passou por uma comissão mista formada por deputados e senadores, onde Dorinha Seabra acolheu emendas e ajustou a redação original do Executivo.

Alcance ampliado por decisão do STF

A aprovação do novo piso ganha dimensão extra à luz de uma decisão recente da Corte. No início do mês, o STF decidiu por unanimidade que professores temporários têm direito ao mesmo piso de R$ 5.130,63 agora fixado em lei pelo Congresso — o que amplia significativamente o alcance prático da MP aprovada nesta terça.

Com a sanção presidencial, estados e municípios terão de adequar os salários ao novo patamar, abrindo uma nova rodada de negociações com as redes públicas de educação em todo o país.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Piso do magistério sobe para R$ 5.130 após Lula sancionar lei

Comissão do Congresso avança para votar MP que reajusta piso dos professores

Câmara aprova piso de R$ 5.130 para professores e muda cálculo de reajuste

STF garante piso salarial do magistério a professores temporários

Senado aprova MP do frete e retira piso fixo de R$ 5 mil para caminhoneiros

Governo projeta salário mínimo de R$ 1.717 para 2027 e envia proposta ao Congresso