Economia

Tesouro Nacional indica que rejeitará aval do GDF para empréstimo ao BRB

Nota C na Capag e restrições eleitorais fecham todas as saídas para o Distrito Federal em 2026
Ministério da Fazenda e BRB: como o Tesouro Nacional rejeita empréstimo para o GDF

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Cardoso Leal, sinalizou nesta quarta-feira (29) que o pedido do Governo do Distrito Federal para contrair empréstimo com aval da União ao Banco Regional de Brasília será rejeitado.

A operação ainda não pôde ser formalmente analisada por falta de informações, mas o secretário deixou claro o desfecho: a nota C na capacidade de pagamento do DF impede o aval federal — a legislação exige classificação “A” ou “B”.

Por que o Tesouro não pode garantir a operação

A análise de viabilidade passa pelo índice de Capacidade de Pagamento (Capag), sistema do Tesouro Nacional que avalia a situação fiscal de estados e municípios interessados em novos empréstimos garantidos pela União.

O Distrito Federal está classificado com nota “C” — o nível mais crítico da escala. Para receber o aval federal, seria necessário alcançar ao menos a nota “B”.

A saída legal seria o ingresso no Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), programa pelo qual entes federativos adotam medidas de ajuste para melhorar a Capag e retomar o acesso a crédito com garantia da União.

O problema é que 2026 é, simultaneamente, o último ano do mandato do governo distrital e um ano eleitoral. As normas federais proíbem o ingresso no PEF nessas condições — o que fecha definitivamente essa janela para o DF em tempo hábil.

Horas antes da resposta do Tesouro, o GDF havia formalizado ao Ministério da Fazenda o pedido de garantia de R$ 6,6 bilhões — operação que já encontrava como principal obstáculo a nota C na Capag, exatamente o critério que inviabiliza o aval da União, conforme havia antecipado o Tropiquim.

O rombo que levou o GDF ao Tesouro

O pedido de socorro ao governo federal está diretamente ligado às perdas acumuladas pelo BRB em operações com o Banco Master. Levantamentos internos apontaram prejuízos de até R$ 5 bilhões — passivo que tornou inviável a recapitalização do banco público distrital sem apoio externo.

O desfecho formal da investigação veio em abril, quando o BRB entregou à Polícia Federal a auditoria completa das operações com o Master — relatório que detalha os prejuízos e serve de base para as apurações em curso, como noticiou o Tropiquim.

Com a sinalização de rejeição do Tesouro Nacional, o GDF volta à estaca zero na busca por uma solução para o banco. Sem aval da União e impedido de ingressar no PEF por restrições eleitorais, o governo distrital precisará encontrar outro caminho — que ainda não foi apresentado publicamente — para equacionar o passivo gerado pelo escândalo Master.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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