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BRB entrega à PF relatório completo de auditoria sobre Banco Master

Investigação forense da Machado Meyer e Kroll pode embasar ações criminais contra envolvidos nas operações bilionárias
Brasão Polícia Federal com auditoria BRB Banco Master em composição editorial investigativa

O Banco de Brasília (BRB) encaminhou nesta terça-feira (7) à Polícia Federal o relatório completo da auditoria externa sobre os negócios com o Banco Master — e solicita que a PF adote medidas criminais caso identifique materialidade nos achados.

A investigação forense foi conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com suporte técnico da Kroll. O material chega à PF no âmbito do inquérito aberto em fevereiro, após um relatório preliminar apontar achados relevantes sobre suspeita de gestão fraudulenta.

O BRB anunciou a conclusão da auditoria em fato relevante divulgado nesta terça. O escritório Machado Meyer Advogados, com assistência técnica da Kroll, conduziu a investigação forense e entregou o laudo ao banco estatal controlado pelo Governo do Distrito Federal.

A relação entre os dois bancos ganhou contornos críticos em março de 2025, quando o BRB formalizou proposta de compra do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Na operação, o banco pagou cerca de R$ 12 bilhões por carteiras de crédito sem garantia vendidas pelo Master — exatamente o tipo de ativo sobre o qual documentos internos do BRB já sinalizavam irregularidades desde a época da compra, com a equipe técnica identificando carteiras cedidas sem averbação verificável.

Ao longo de 2025, a obtenção de informações para a auditoria foi sistematicamente dificultada: o Master cancelou reuniões em série, ignorou cartas formais e deixou de entregar dados essenciais, comportamento que tornou inevitável a contratação de uma investigação forense independente.

Em fevereiro, o relatório preliminar com achados relevantes já havia motivado a abertura do inquérito na PF por suspeita de gestão fraudulenta. Diretores investigados foram demitidos ou afastados judicialmente após o caso Master vir a público.

O prejuízo do BRB nas operações pode chegar a R$ 5 bilhões, segundo investigações já realizadas — valor que expõe o banco estatal e, por extensão, o GDF a uma das maiores perdas financeiras em instituições públicas nos últimos anos.

O Banco Master, de Daniel Vorcaro, é alvo de uma série de apurações por suspeitas de fraudes financeiras bilionárias. A Operação Compliance Zero foi central para expor as irregularidades e resultou no afastamento de diretores que centralizaram as operações comerciais com o Master.

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB afastado judicialmente após a Operação Compliance Zero, é apontado pela auditoria como figura central nas operações com o Master — e ainda é cobrado pelo banco na Justiça por uma dívida de R$ 799 mil.

Ao encaminhar o material completo à PF, o BRB afirmou que cabe à polícia verificar se há materialidade suficiente para adotar as medidas criminais cabíveis, reforçando ter agido com transparência ao comunicar os achados ao mercado e às autoridades competentes.

escrito com o apoio da inteligência artificial
este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
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