As manifestações do último domingo (21) mudaram a tramitação da PEC da Blindagem no Senado. O presidente da CCJ, Otto Alencar, afirmou que a pressão popular motivou o avanço da proposta para votação, com maioria já formada contra o texto.
Segundo Otto Alencar, há acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e pelo menos 18 dos 27 membros da CCJ votarão contra a PEC. No plenário, 50 senadores se opõem à proposta, o que inviabiliza sua aprovação.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Otto Alencar (PSD-BA), revelou que a estratégia inicial era adiar a análise da PEC da Blindagem na CCJ, evitando pautar o texto e “empurrar o problema com a barriga”. No entanto, após as manifestações populares do domingo (21), a pressão da sociedade tornou insustentável a manutenção da proposta sem votação.
Agora, a expectativa é que a PEC seja votada e rejeitada ainda nesta semana. Otto Alencar afirmou que existe um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a matéria avance rapidamente.
Segundo os cálculos de Alencar, pelo menos 18 dos 27 integrantes da CCJ já se posicionaram contra o texto, o que representa maioria absoluta. No plenário, a tendência é ainda mais forte: pelo menos 50 dos 81 senadores pretendem votar pela derrubada da proposta, superando com folga os 49 votos necessários para aprovação.
Diferenças entre Câmara e Senado
Otto Alencar destacou que, ao contrário da Câmara dos Deputados, os senadores têm maior preocupação com a opinião pública devido à natureza majoritária das eleições para o Senado. Enquanto deputados podem se eleger com votos de partido ou coligação, senadores dependem diretamente do eleitorado. Nas próximas eleições, 54 cadeiras estarão em disputa, aumentando a sensibilidade dos parlamentares à pressão popular.
O cenário indica que a PEC da Blindagem deve ser rejeitada tanto na CCJ quanto no plenário, refletindo a força das manifestações e o impacto imediato sobre a agenda do Senado.