Política

Governo Trump cancela vistos de autoridades brasileiras e familiares

Sanções atingem ministros do STF, membros do governo Lula e críticos após morte de Charlie Kirk

O governo dos Estados Unidos cancelou vistos de autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, membros do governo Lula e seus familiares, em novas sanções anunciadas nesta segunda-feira (21). A medida faz parte de uma série de ações do governo Trump contra o Brasil.

Entre os atingidos estão Alexandre de Moraes, outros ministros do Supremo, procuradores e pessoas ligadas ao Programa ‘Mais Médicos’. Críticos ao ativista Charlie Kirk também foram afetados.

Sanções a ministros do STF e familiares

Em julho, o então secretário de Estado Marco Rubio comunicou a revogação dos vistos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão coincidiu com a determinação de Alexandre de Moraes sobre o uso de tornozeleira eletrônica por Jair Bolsonaro, aliado de Trump. Foram atingidos Alexandre de Moraes, Luis Roberto Barroso (presidente do STF), Edson Fachin (vice-presidente), Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flavio Dino, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. A ordem também se estendeu a familiares dos ministros, sem detalhamento de nomes. André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux não foram incluídos na lista.

Alexandre de Moraes foi alvo de sanção com base na Lei Magnitsky, resultando no bloqueio de bens nos EUA e restrição a transações com cidadãos e empresas americanas, inclusive cartões de crédito. Em 22 de julho, a sanção foi estendida à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, que também perdeu o visto americano.

Alvos no governo Lula e aliados

Em agosto, o visto americano do procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi revogado. Funcionários do governo brasileiro ligados ao Programa ‘Mais Médicos’, como Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, também tiveram vistos cancelados. Esposa e filha de 10 anos do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, perderam o direito ao visto.

Na rodada mais recente, os EUA revogaram o visto do advogado-geral da União, Jorge Messias, e de outras cinco autoridades: José Levi, Benedito Gonçalves, Airton Vieira, Marco Antonio Martin Vargas e Rafael Henrique Janela Tamai Rocha.

Repercussão após morte de Charlie Kirk

Além das sanções políticas, o governo Trump iniciou retaliações a críticos do ativista conservador Charlie Kirk, assassinado em 10 de setembro. O médico brasileiro Ricardo Jorge Vasconcelos Barbosa, residente no Recife, teve o visto negado após viralizar mensagem elogiando o assassinato. Barbosa declarou ao g1 que sua fala foi uma “colocação infeliz” e pediu desculpas à família do ativista.

As medidas dos EUA demonstram um endurecimento nas relações diplomáticas e ampliam o alcance das sanções a diferentes setores do governo e sociedade brasileiros.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Jorge Messias condena revogação de visto pelos Estados Unidos e critica sanções

Lula condena sanções dos Estados Unidos contra ministros do Supremo Tribunal Federal

Estados Unidos suspendem vistos de oito ministros do STF e do procurador-geral

Marco Rubio exalta sanção dos EUA a Moraes e diz que medida serve de aviso

EUA sancionam Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky e ampliam crise diplomática

Políticos brasileiros reagem à sanção dos EUA a Alexandre de Moraes com Lei Magnitsky