Política

Ataques israelenses em Gaza deixam 34 mortos antes de reunião da ONU

Bombardeios intensificam crise humanitária e antecedem debate global sobre reconhecimento do Estado Palestino

Pelo menos 34 pessoas, incluindo crianças, morreram em ataques israelenses na Cidade de Gaza na noite de sábado (20), segundo representantes do Hospital Al-Shifa. O episódio ocorre na véspera da Assembleia Geral da ONU, onde países debatem o reconhecimento do Estado Palestino.

Entre as vítimas, estão um enfermeiro do hospital, sua esposa e três filhos. O exército de Israel não informou prazo para a ofensiva, que já dura meses e agrava a crise humanitária na região.

Ofensiva israelense e impacto na população

Os ataques recentes atingiram um quarteirão residencial na zona sul da Cidade de Gaza, levando a maioria dos corpos ao Hospital Al-Shifa. Profissionais de saúde relataram que, além das vítimas civis, um enfermeiro e sua família também morreram. A operação militar, iniciada nesta semana, intensifica o conflito e dificulta a possibilidade de um cessar-fogo.

O exército israelense afirma ter como objetivo destruir a infraestrutura militar do Hamas, orientando a população palestina a evacuar a área. No entanto, muitos moradores resistem à saída por não terem condições físicas ou financeiras. Israel abriu um novo corredor ao sul para evacuação, mas grupos humanitários alertam que a medida agrava a crise e pedem cessar-fogo imediato.

Movimentação diplomática e apelo por reconhecimento

Os ataques antecedem a reunião da Assembleia Geral da ONU, onde países como Reino Unido, França, Canadá, Austrália, Malta, Bélgica, Luxemburgo e Portugal sinalizam o reconhecimento do Estado Palestino. A Coalizão Está na Hora, formada por mais de 60 organizações judaicas e árabes, pediu o fim da guerra e destacou: “Nos recusamos a viver para sempre pela espada. A decisão da ONU oferece uma oportunidade histórica de passar de uma armadilha mortal para a vida”.

Mortes, deslocamentos e crise humanitária

Em 23 meses de bombardeios, mais de 65.000 pessoas morreram em Gaza, segundo especialistas, e cerca de 90% da população foi deslocada. A região enfrenta fome e destruição em larga escala, com a Cidade de Gaza em situação crítica.

Famílias de reféns ainda mantidos pelo Hamas também pedem cessar-fogo, acusando o premiê Benjamin Netanyahu de colocar vidas em risco ao não negociar o fim da guerra.

Reação de Israel e alegações sobre o Hamas

Israel afirmou, em comunicado, ter matado Majed Abu Selmiya, suposto atirador do Hamas, mas não apresentou provas. O irmão dele, Dr. Mohamed Abu Selmiya, diretor do Hospital Shifa, negou as acusações e disse que Israel tenta justificar mortes de civis. O Dr. Selmiya relatou que seu irmão sofria de hipertensão, diabetes e problemas de visão.

Grupos de ajuda humanitária reforçam o apelo internacional para que a ajuda chegue aos necessitados e para que se busque uma solução pacífica para o conflito.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Netanyahu reafirma continuidade da ofensiva em Gaza e provoca boicote na ONU

Hamas afirma ter perdido contato com dois reféns durante bombardeios em Gaza

Israel avança com ofensiva terrestre em Gaza e milhares de palestinos fogem

Israel intensifica ataques em Gaza e mantém promessa de ofensiva total

Bombardeios israelenses em subúrbios de Gaza deixam 18 mortos e aumentam tensão

Israel anuncia morte do porta-voz militar do Hamas em ataque em Gaza