Israel confirmou neste domingo (31) a morte de Abu Obeida, porta-voz das Brigadas Ezedin al Qasam, braço armado do Hamas, em um ataque militar em Gaza. O anúncio ocorre durante a intensificação dos confrontos na região, enquanto a liderança do grupo é alvo de ofensivas israelenses desde outubro de 2023.
Detalhes do ataque e repercussão
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que Abu Obeida foi “eliminado” em uma ação do Exército em Gaza. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também confirmou o ataque contra o porta-voz do grupo. Até o momento, o Hamas não comentou oficialmente a morte de Obeida.
Abu Obeida era conhecido por suas frequentes aparições em vídeos do grupo, sempre com uniforme de combate e o rosto coberto por um keffiyeh vermelho tradicional palestino. Sua imagem tornou-se símbolo da resistência armada do Hamas.
A ofensiva israelense, que já dura quase 23 meses, tem como objetivo aniquilar a liderança do Hamas após o ataque de 7 de outubro de 2023 contra o território israelense. Desde então, Israel já matou diversos líderes do grupo, incluindo Ismail Haniyeh, Mohamed Deif e Yahya Sinwar, além de outros comandantes e figuras políticas.
Contexto da guerra e consequências
O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 resultou na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, conforme dados da AFP baseados em informações oficiais. Na ocasião, 251 pessoas foram sequestradas pelo grupo; atualmente, 47 permanecem em cativeiro em Gaza, sendo 20 vivas e 27 consideradas mortas, de acordo com o Exército israelense.
Em resposta, as represálias israelenses já causaram mais de 63.400 mortes em Gaza, também majoritariamente civis, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, cujos dados são considerados confiáveis pela ONU.
Neste domingo, pouco antes do anúncio sobre Abu Obeida, o Hamas confirmou a morte de Mohamed Sinwar, suposto líder do grupo em Gaza e irmão de Yahya Sinwar, morto há mais de três meses em bombardeio israelense.
A liderança do Hamas foi significativamente enfraquecida ao longo do conflito, e Israel mantém a promessa de eliminar os dirigentes restantes.