Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram insatisfação com a articulação entre o centrão e o PL para substituir a anistia por redução de penas. Eles defendem que Bolsonaro publique uma carta aberta rejeitando qualquer acordo que não inclua todos os condenados ou a anistia ampla, geral e irrestrita.
O deputado Eduardo Bolsonaro reforçou que só aceita a anistia ampla. O empresário Paulo Figueiredo também defendeu essa posição, afirmando que a anistia deve ser ampla por bem ou por mal.
Segundo informações reveladas pelo blog, havia um acordo costurado com setores do PL para que o texto da anistia fosse substituído por uma proposta de redução de penas, a chamada dosimetria. Essa alternativa teria mais apoio no Senado e enfrentaria menos resistência do STF, mas não contempla todas as demandas do grupo bolsonarista.
A repercussão negativa ganhou força após declarações de Paulinho da Força, encontros com Michel Temer e até a participação de ministros da Corte. O ambiente entre os apoiadores de Bolsonaro ficou tenso, com muitos se sentindo traídos pela articulação política que não prioriza a anistia total.
O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou ao blog que o relator da chamada PL da dosimetria está defendendo a redução das penas sem saber se há votos suficientes. Ele destacou que o partido não apoia a dosimetria e que Bolsonaro sempre defendeu a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, ressaltando a necessidade de negociação.
A pressão sobre Jair Bolsonaro para se posicionar publicamente contra qualquer proposta que não seja a anistia ampla, geral e irrestrita aumentou nos últimos dias. Aliados sugerem que uma carta aberta pode ser fundamental para alinhar a base e evitar divisões internas.
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) tem repetido que não aceitará outra alternativa, enquanto o empresário Paulo Figueiredo, atualmente nos EUA com Eduardo, reforça a mesma linha dura. Ambos defendem que a anistia seja ampla para todos os condenados, sem exceções.
O impasse revela a dificuldade do PL e do centrão em encontrar uma solução que agrade tanto ao Senado quanto à base bolsonarista, especialmente diante da oposição do STF à anistia total. A discussão sobre a dosimetria das penas segue sendo motivo de tensão e incerteza no cenário político.