Política

Ministros do STF alertam que PEC da Blindagem pode facilitar entrada de facções nas Assembleias

Proposta aprovada na Câmara preocupa ministros do Supremo por ampliar proteção judicial a parlamentares e abrir brechas para atuação de organizações criminosas

Ministros do Supremo Tribunal Federal manifestaram preocupação com a PEC da Blindagem, aprovada na Câmara em 16 de setembro. Eles avaliam que a proposta pode facilitar o ingresso de facções criminosas, como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, nas Assembleias Legislativas. O texto amplia a proteção judicial a deputados e senadores, o que, segundo os magistrados, pode abrir caminho para a atuação de criminosos no Legislativo.

Preocupações do STF e exemplos recentes

Magistrados do STF destacaram que a blindagem oferecida pela PEC pode ser explorada por facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC). Um dos ministros citou o caso de Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, no Rio de Janeiro. No início de setembro, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal revelaram que a quadrilha de TH Joias pretendia expandir sua influência política nomeando policiais ligados à organização para cargos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Outro ministro alertou para a possibilidade de membros dessas facções chegarem a cargos de deputados estaduais e federais, já que suas atividades ilícitas poderiam ficar protegidas pelo mandato parlamentar. A proposta, defendida especialmente por parlamentares do Centrão, altera regras sobre medidas cautelares, abertura de processos e amplia o foro privilegiado para deputados, senadores e presidentes de partidos.

Tramitação e posicionamento dos partidos

A PEC da Blindagem foi aprovada na Câmara dos Deputados com 353 votos a favor e 134 contrários no primeiro turno, e 344 a 133 no segundo turno. O PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registrou 12 votos favoráveis no primeiro turno. Já PL, Republicanos e PRD votaram integralmente a favor, sem votos contrários. PSOL e PCdoB votaram em bloco contra a proposta.

Os destaques, que são sugestões de alteração no texto, ainda estão em votação. O principal ponto barrado pelos opositores foi o voto secreto para impedir prisões determinadas pela Justiça. Restam duas alterações a serem votadas: uma sobre o voto secreto e outra sobre a ampliação do foro privilegiado para presidentes de partidos.

Após a votação dos destaques, a PEC seguirá para o Senado, onde precisará passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário. O presidente da CCJ do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que a proposta “não passará na Casa de jeito nenhum”.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Blindagem parlamentar impediu 253 processos contra deputados entre 1998 e 2001

Câmara aprova texto base da PEC da Blindagem e próximos passos são definidos

Câmara aprova PEC da Blindagem e muda regras para prisão de parlamentares

PT muda posição e rejeita PEC da Blindagem após intervenção de Lula

Relator da PEC da Blindagem defende voto secreto como garantia de consciência parlamentar

Alcolumbre afirma que PEC da Blindagem terá análise inicial na CCJ do Senado