Política

Nova versão da PEC da Blindagem exige aval do Congresso para ações penais no STF

Proposta exclui necessidade de autorização para inquéritos e busca reduzir críticas sobre proteção a parlamentares

A nova versão da PEC da Blindagem prevê que a abertura de ações penais contra parlamentares no Supremo Tribunal Federal dependerá de aval da Câmara ou do Senado. A medida não se aplica à instauração de inquéritos, marcando mudança em relação à proposta anterior.

A relatoria ficará com o deputado Cláudio Cajado (PP-BA), e a votação deve ocorrer ainda nesta semana na Câmara dos Deputados.

Alterações na proposta e repercussão

O texto original da PEC das Prerrogativas previa que qualquer investigação contra deputados e senadores, inclusive inquéritos, só poderia ser aberta com autorização do Congresso. Essa abordagem gerou críticas, sendo vista como uma blindagem total dos parlamentares.

Na nova versão, a exigência de aval do Legislativo restringe-se apenas à abertura de ações penais no STF, excluindo a necessidade para inquéritos. O objetivo da mudança é diminuir a resistência à proposta, que ficou conhecida como PEC da Blindagem por dificultar a responsabilização penal de deputados e senadores.

O texto determina que a Casa de origem do parlamentar terá 90 dias para decidir sobre o aval à abertura de ação penal. Antes, não havia prazo, o que permitia o engavetamento dos pedidos.

Quórum e críticas

A proposta exige apoio de dois terços dos membros da Câmara ou do Senado para aprovar o aval. O quórum elevado é alvo de críticas, pois pode favorecer o corporativismo e dificultar a tramitação de ações penais contra parlamentares no STF.

Discussão política e próximos passos

O governo se posiciona contra a proposta, mas reconhece que não conseguirá impedir sua votação. A PEC será debatida na reunião de líderes nesta terça-feira (16), com expectativa de que ganhe prioridade sobre outros projetos.

Há uma estratégia para votar a PEC da Blindagem antes do projeto de anistia, que perdeu força e não deve ser aprovado na Câmara dos Deputados. O relator Cláudio Cajado (PP-BA) deve apresentar o texto final para votação ainda nesta semana, consolidando as mudanças discutidas.

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