Política

Líderes da Câmara discutem urgência para votação de anistia dos atos de 8 de janeiro

Presidente Hugo Motta convoca reunião para decidir sobre regime de urgência e avança com PEC da Blindagem

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, anunciou que lideranças partidárias vão se reunir nesta quarta-feira (17) para debater a urgência da votação da proposta de anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro de 2023.

A decisão ocorre após pressão da oposição, que busca acelerar a tramitação do projeto. O tema voltou ao centro das discussões políticas após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O regime de urgência pode permitir que a proposta seja votada diretamente em plenário, sem passar por comissões.

Após reunião com líderes da Câmara, Hugo Motta comunicou em suas redes sociais que uma nova deliberação sobre a urgência dos projetos relacionados ao 8 de janeiro será realizada. A oposição protocolou em abril um pedido para acelerar a análise da proposta de anistia, que precisa do apoio de pelo menos 257 deputados para ser aprovada em regime de urgência.

O projeto de anistia é prioridade para a oposição na Câmara e no Senado, que defende um perdão amplo, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o texto enfrenta resistência e perdeu apoio nas últimas semanas, com avaliações de que o pedido de urgência pode ser derrotado em plenário.

Se a urgência for rejeitada, setores da Câmara, inclusive o presidente, avaliam a possibilidade de discutir um texto alternativo, com mudanças na legislação penal e redução de penas.

PEC da blindagem

Enquanto a anistia aguarda definição, Hugo Motta decidiu avançar com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) conhecida como PEC da Blindagem, que amplia a proteção de parlamentares perante a Justiça. O texto foi incluído na pauta de votações desta terça-feira (16).

A PEC da Blindagem propõe o retorno da exigência de autorização prévia do Congresso para abertura de processos criminais contra deputados e senadores, regra que vigorou entre 1988 e 2001. Nesse período, o Congresso barrou mais de 250 pedidos do Supremo Tribunal Federal, autorizando apenas uma ação contra parlamentar no exercício do mandato.

O relator da PEC da Blindagem foi trocado nesta terça-feira, com a escolha do deputado Claudio Cajado (PP-BA), aliado de Arthur Lira, ex-presidente da Câmara e articulador da proposta. Cajado reuniu-se com lideranças para discutir pontos do texto, que prevê que a Casa do parlamentar terá até 90 dias para aprovar ou rejeitar a abertura de ação penal. Caso não haja decisão, a autorização será concedida automaticamente.

A minuta também determina que a votação sobre a abertura do processo será secreta e amplia o foro privilegiado para presidentes nacionais de partidos políticos, que passariam a ser julgados apenas pelo Supremo Tribunal Federal.

Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta afirmou que a proposta “fortalece a atividade parlamentar” e conta com o apoio da maioria dos líderes partidários.

O debate sobre a anistia e a PEC da Blindagem ocorre em meio a um cenário de vaivém de apoios e recuos, refletindo divisões internas na Câmara e a pressão de diferentes grupos políticos.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Governo avalia riscos de emendas e clima tenso na Câmara para votação do projeto do IR

Câmara votará projeto que amplia isenção do Imposto de Renda para R$ 5 mil mensais

Relator propõe aumento do Imposto de Renda sobre LCAs e LCIs e mantém isenção para outros investimentos

Senado aprova isenção de imposto de renda para salários até cinco mil reais

Haddad critica tentativa de vincular isenção do IR à votação do PL da Dosimetria

Estudo revela que super-ricos pagam menos imposto de renda que classe média desde 2009