A estiagem prolongada compromete a qualidade das pastagens em regiões como Sorocaba, Jundiaí, Presidente Prudente e Rancharia, preocupando pecuaristas. A falta de chuvas reduz o vigor das plantas e dificulta a alimentação do gado, levando produtores a buscar alternativas para manter a produtividade.
Impactos da estiagem nas pastagens
A redução da umidade do solo, causada pela ausência de chuvas, faz com que as plantas percam vigor e a produção de forragem diminua. Isso obriga os pecuaristas a buscar alternativas para alimentar o rebanho, já que a alimentação natural se torna insuficiente. A situação tem impacto direto na produção de leite, com relatos de queda na produtividade.
Medidas adotadas pelos produtores
Para minimizar os efeitos da seca, muitos produtores estão investindo em suplementação alimentar, manejo diferenciado das áreas de pastagem e técnicas para conservar a umidade do solo. O planejamento antecipado e o uso de silagem têm sido estratégias fundamentais para garantir o sustento dos animais durante o período de estiagem.
Estratégias em Presidente Prudente e Rancharia
Em Presidente Prudente, Junior Ambrósio lida com cerca de 300 cabeças de gado e aposta em proteinado, grãos inteiros, produção de feno e colheita de milho para manter o estoque de comida. Já em Rancharia, o casal Sérgio Canuto e Edilza Garcia, com 40 animais (14 em lactação), viu a produtividade cair cerca de 10% devido à perda de qualidade da pastagem.
Para reduzir os impactos, eles utilizam silagem de milheto, cereal escolhido pelo custo-benefício e pela resistência ao clima. Cada vaca consome, em média, 50 quilos de silagem por dia e pode beber até 100 litros de água. Apesar dos cuidados, os produtores seguem na expectativa por períodos de chuva para amenizar os efeitos da seca.