Produtores rurais das regiões de Sorocaba e Jundiaí estão reforçando estratégias para enfrentar a ameaça de incêndios na seca. A preocupação cresce com o aumento do risco de fogo em áreas agrícolas e florestais durante este período.
Entre as principais medidas estão a limpeza de áreas próximas às plantações, criação de aceiros e uso de equipamentos para monitoramento e combate rápido aos focos de incêndio.
Prevenção e estratégias adotadas
Durante o período de seca, agricultores do interior de São Paulo, especialmente nas regiões de Sorocaba e Jundiaí, intensificam ações para proteger suas propriedades contra incêndios. A limpeza das áreas próximas às plantações e a criação de aceiros — faixas de terreno limpas de vegetação — são práticas comuns para evitar a propagação do fogo.
Além disso, os produtores investem em equipamentos de monitoramento e combate rápido a focos de incêndio. O citricultor Lucas Ferrante, por exemplo, já enfrentou incêndios em sua plantação de laranjas e, para evitar novos prejuízos, adotou aceiros, aumentou o espaçamento entre as plantações vizinhas e adquiriu um caminhão-tanque. Ele também treinou funcionários para agir rapidamente em situações de emergência.
Em 2024, o estado de São Paulo registrou queimadas que destruíram mais de 600 mil hectares, sendo 22% desse total no noroeste paulista, o que reforça a necessidade de medidas preventivas.
Conscientização e apoio institucional
Os produtores rurais destacam a importância de campanhas de conscientização e do apoio de órgãos públicos para garantir a segurança das propriedades e a preservação ambiental. A prevenção é vista como fundamental não apenas para evitar perdas econômicas, mas também para proteger o meio ambiente e a saúde da população local.
Lucas Ferrante, que cultiva 28 mil pés de laranjas e espera colher mil toneladas neste ano, exemplifica como a adoção de estratégias preventivas pode reduzir riscos e prejuízos. O investimento em treinamento e infraestrutura é apontado como essencial para enfrentar os desafios impostos pelo clima seco e pela ameaça constante de incêndios.