O Itaú Unibanco demitiu colaboradores após avaliar o desempenho no home office, segundo a “Folha de S.Paulo”. A decisão integra uma reestruturação interna para elevar a eficiência e cortar gastos.
Após adotar o trabalho remoto durante a pandemia, o banco monitorou a produtividade dos funcionários, resultando em desligamentos de quem não atingiu as metas estipuladas.
Avaliação de produtividade no home office
Durante a pandemia, o Itaú Unibanco implementou o trabalho remoto para grande parte de sua equipe. Com o tempo, a instituição passou a monitorar o desempenho dos colaboradores para compreender os efeitos do home office sobre a produtividade.
A análise dos dados coletados levou o banco a identificar funcionários que não estavam alcançando os objetivos definidos. Segundo informações, essa avaliação foi determinante para as demissões recentes.
Demissões e processo de reestruturação
O desligamento dos funcionários faz parte de um movimento mais amplo de reestruturação, cujo foco é otimizar as operações do banco. O Sindicato dos Bancários afirmou que cerca de mil trabalhadores foram dispensados sem aviso prévio.
O Itaú não confirmou o número exato de demitidos, mas declarou, em nota, que a decisão ocorreu após uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”.
O processo de reestruturação do Itaú Unibanco reflete uma tendência de grandes empresas em reavaliar modelos de trabalho adotados durante a pandemia. O monitoramento do desempenho remoto tornou-se um critério relevante para decisões de permanência ou desligamento.
O Sindicato dos Bancários criticou a falta de diálogo e transparência nas demissões, ressaltando o impacto social das dispensas em massa. O banco, por sua vez, reforçou que a revisão foi criteriosa e alinhada às metas de eficiência.
O episódio evidencia os desafios enfrentados por empresas e trabalhadores na adaptação ao trabalho remoto, levantando discussões sobre produtividade, direitos trabalhistas e modelos de gestão pós-pandemia.