Na semana do julgamento da ação penal do golpe, o governo Lula intensifica articulações para evitar aprovação de anistia no Congresso Nacional.
Ministros da Frente Ampla buscam segurar votação na Câmara dos Deputados, enquanto oposição acredita em vitória após julgamento de Bolsonaro.
Disputa política no Congresso
O governo Lula mobilizou sua equipe, acionando ministros da Frente Ampla, para impedir que a proposta de anistia avance na Câmara dos Deputados. A preocupação é que a articulação entre PL e Centrão está avançada e pode resultar na aprovação do projeto.
Segundo a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, a expectativa é que, mesmo se aprovada na Câmara, a proposta não passe pelo Senado. “Nós não concordamos com a anistia, além do que ela é inconstitucional”, afirmou. Ela destacou que decisões do STF já indicaram que não cabe anistia em crimes contra a democracia.
Posicionamento da oposição
O líder do PL, Sostenes Cavalcante (RJ), manifestou confiança de que o projeto de anistia será aprovado por ampla maioria tanto na Câmara quanto no Senado, especialmente após o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Sostenes Cavalcante avalia que, caso o projeto obtenha apoio expressivo dos deputados, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não conseguirá impedir o avanço da proposta na Casa. O cenário evidencia a polarização em torno do tema e a pressão sobre o Congresso durante a semana decisiva do julgamento.
O governo, por sua vez, reforça o argumento de que a anistia seria inconstitucional e contraria decisões já tomadas pelo STF. A movimentação política nos bastidores deve se intensificar, com a base governista tentando evitar que a proposta chegue ao plenário do Senado, enquanto a oposição aposta no clima pós-julgamento para aprovar a medida.