Política

Interpol inclui foragidos de megaoperação contra o PCC em lista internacional

Oito suspeitos de comandar esquema bilionário de combustíveis passam a ser procurados em 196 países

A Interpol incluiu oito foragidos da megaoperação Carbono Oculto contra o PCC na lista de difusão vermelha. Agora, os suspeitos podem ser localizados por polícias de 196 países-membros. A operação, considerada a maior do Brasil contra o crime organizado, foi deflagrada na última quinta-feira (28).

Entre os procurados estão Mohamad Hussein Mourad, apontado como “epicentro” do esquema, e Roberto Augusto Leme da Silva, considerado “colíder”. O grupo é acusado de fraudes bilionárias no setor de combustíveis e sonegação de impostos.

Quem são os foragidos

Os nomes incluídos na lista da Interpol pertencem aos principais suspeitos de liderar a rede criminosa que atuava no setor de combustíveis. Entre eles estão Mohamad Hussein Mourad, também conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”, considerado pelo Ministério Público o “epicentro” do esquema, e Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, visto como “colíder” da organização criminosa.

Outros nomes destacados são Daniel Dias Lopes, apontado como “pessoa chave” por sua ligação com distribuidoras de combustíveis de Mohamad, e Miriam Favero Lopes, esposa de Daniel e sócia de empresas ligadas ao esquema. Também figuram na lista Felipe Renan Jacobs, Renato Renard Gineste, Rodrigo Renard Gineste e Celso Leite Soares.

Detalhes da operação

Deflagrada na quinta-feira (28), a operação Carbono Oculto mobilizou 1.400 agentes que cumpriram mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados: São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Segundo autoridades da Fazenda de SP, o grupo criminoso sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais. A ação é resultado da junção de três operações distintas e teve como alvo o combate ao crime organizado no setor de combustíveis.

Fraudes e impacto econômico

Uma das principais frentes do PCC era a importação irregular de produtos químicos para adulteração de combustíveis. Os investigadores identificaram mais de 300 postos envolvidos nas fraudes, enquanto o setor estima que cerca de 30% dos postos do estado de São Paulo, aproximadamente 2.500 estabelecimentos, possam ter sido afetados.

A Receita Federal também detectou ao menos 40 fundos de investimentos, com patrimônio de R$ 30 bilhões, sob controle do grupo criminoso. As operações financeiras ocorriam no mercado de São Paulo, com membros infiltrados na Avenida Faria Lima.

Repercussão internacional

Com a inclusão dos nomes na lista de difusão vermelha, os foragidos passam a ser procurados internacionalmente, ampliando a cooperação entre as polícias dos 196 países-membros da Interpol e dificultando a fuga dos suspeitos.

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