Política

Trump critica decisão judicial e mantém tarifas sobre importações nos EUA

Tribunal de apelações considera tarifas ilegais, mas mantém medida até outubro enquanto Trump planeja recorrer à Suprema Corte

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, criticou nesta sexta-feira (29) a decisão do tribunal de apelações que considerou ilegais a maioria das tarifas impostas por seu governo.

Apesar da decisão, as tarifas seguem em vigor até 14 de outubro, prazo concedido para possível recurso à Suprema Corte.

Trump afirmou que o tribunal, que classificou como “altamente partidário”, errou ao sugerir a suspensão das tarifas, destacando que elas continuam valendo.

Entenda o embate sobre as tarifas

O tribunal de apelações do circuito federal, em Washington, D.C., analisou a legalidade das chamadas tarifas recíprocas, impostas por Trump em abril no contexto da guerra comercial, além de outro conjunto de tarifas aplicadas em fevereiro contra China, Canadá e México.

Segundo o tribunal, a maioria dos juízes foi indicada por presidentes democratas, enquanto presidentes republicanos indicaram um integrante da maioria e dois dissidentes. A decisão não afeta tarifas estabelecidas por outras leis, como as impostas sobre aço e alumínio.

Trump defendeu as tarifas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), que autoriza o presidente a agir em situações de emergência nacional. “Parece improvável que o Congresso tenha pretendido, ao promulgar a IEEPA, romper com sua prática anterior e conceder ao Presidente autoridade ilimitada para impor tarifas,” diz a decisão judicial.

O Departamento de Justiça argumentou que a IEEPA permite ao presidente regular ou bloquear importações em situações emergenciais. Trump declarou emergência nacional em abril, alegando que o déficit comercial comprometia a indústria e a capacidade militar dos EUA.

Repercussão e próximos passos

As tarifas de fevereiro contra China, Canadá e México foram justificadas por Trump com a acusação de que esses países não combatiam suficientemente o contrabando de fentanil, argumento rejeitado por eles. A decisão judicial envolveu processos movidos por cinco pequenas empresas e por 12 estados liderados por democratas, que sustentam que a IEEPA não autoriza tarifas e que a Constituição reserva ao Congresso o poder de criar impostos e tarifas.

Em maio, a Corte de Comércio Internacional, em Nova York, já havia se posicionado contra as tarifas, apontando que Trump excedeu sua autoridade. Outro tribunal em Washington também rejeitou o uso da IEEPA para justificar tarifas, decisão ainda em análise. Ao menos oito ações contestam a política tarifária, incluindo uma apresentada pela Califórnia.

Apesar das derrotas judiciais, Trump transformou as tarifas em um dos pilares de sua política externa, buscando pressionar parceiros comerciais e renegociar acordos. As medidas aumentaram a instabilidade nos mercados financeiros, mas garantiram margem de negociação ao governo.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Tribunal dos EUA decide que maioria das tarifas de Trump é ilegal e mantém medidas até outubro

Suprema Corte dos EUA analisará legalidade das tarifas impostas por Trump

Juiz manda Alfândega dos EUA reembolsar bilhões em tarifas ilegais de Trump

Alfândega dos EUA prepara sistema para devolver US$ 166 bi em tarifas ilegais

Tribunal dos EUA inicia julgamento sobre poderes de Trump para impor tarifas

Tribunal de apelações mantém tarifaço global de 10% de Trump em vigor