O governo federal incluiu na proposta de Orçamento de 2026 recursos para reajustes salariais de servidores do Executivo. O documento, divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Ministério da Gestão, prevê R$ 12,1 bilhões para aumentos já negociados e R$ 4,4 bilhões para novas pactuações a serem firmadas em 2025.
A proposta foi encaminhada ao Congresso Nacional e detalha o impacto desses reajustes nas despesas com pessoal, que devem passar de R$ 315 bilhões em 2024 para R$ 350,4 bilhões em 2026.
Detalhamento dos reajustes e impacto nas contas públicas
Segundo o governo, os acordos firmados em 2024 contemplaram reajustes e reestruturações de carreiras para quase 100% dos servidores do Executivo, por meio das Mesas Específicas e Temporárias de Negociação. Esses acordos preveem aumentos distribuídos em dois anos, com diferentes índices de correção. A primeira parcela dos reajustes foi paga em 2024, resultando em um impacto de R$ 16 bilhões nas contas públicas.
Para 2026, o orçamento prevê R$ 12,1 bilhões destinados aos reajustes já negociados e mais R$ 4,4 bilhões reservados para novas pactuações programadas para o próximo ano. O aumento das despesas com pessoal reflete a política de valorização dos servidores e a necessidade de manter o equilíbrio fiscal diante do crescimento desses gastos.
Histórico dos reajustes e benefícios
Em 2023, o orçamento aprovado pelo Congresso destinou R$ 11,6 bilhões para reajustes dos servidores, permitindo um acordo que resultou em aumento salarial de 9% e elevação do auxílio-alimentação de R$ 458 para R$ 658, formalizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Já em 2024, não houve reajuste salarial para os servidores do Executivo, mas foram implementados benefícios como o aumento do auxílio-alimentação para R$ 1.000, alta de 51,1% nos recursos para assistência à saúde suplementar e o mesmo percentual de aumento na assistência pré-escolar, elevando o auxílio-creche de R$ 321 para R$ 484,90 para todos os servidores federais.