Política

Lula destaca operação contra o PCC como maior resposta ao crime organizado

Presidente afirma que combate a facções será prioridade e governo aposta em ações integradas para desarticular organizações criminosas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (28) que a operação contra o PCC representa a maior resposta do governo ao crime organizado. O combate às facções criminosas foi definido como prioridade da atual gestão federal.

A megaoperação mirou um esquema bilionário no setor de combustíveis, envolvendo prisões e apreensões em várias regiões do país.

Operação contra o PCC

A ação coordenada pelas forças de segurança tem como objetivo desarticular a facção criminosa Primeiro Comando da Capital, que atua nacionalmente. Foram realizadas prisões e apreensões de armas e drogas, além de ações para bloquear recursos financeiros ligados ao grupo.

Segundo Lula, a operação é “a maior resposta do Estado ao crime organizado de nossa história até aqui”. O presidente reforçou o compromisso do governo em fortalecer políticas públicas para reduzir a violência e garantir a segurança da população.

Atuação financeira das facções

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a operação atingiu “o andar de cima” do crime organizado. Ele revelou que R$ 52 bilhões transitaram por fintechs ligadas a organizações criminosas nos últimos quatro anos. Haddad defendeu a integração da Receita Federal no combate ao crime, ressaltando a sofisticação das movimentações financeiras ilícitas.

Ricardo Lewandowski, ministro da Justiça, observou que há uma migração das organizações criminosas da ilegalidade para a legalidade, fenômeno também registrado em outros países. Para Lewandowski, o enfrentamento exige atuação integrada de todos os órgãos governamentais, especialmente os fazendários e a Receita Federal.

Novas iniciativas legislativas

O Ministério da Justiça colocou o combate ao crime organizado no centro de duas propostas: a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública e o projeto de lei contra organizações criminosas.

A PEC visa criar diretrizes gerais para a segurança pública, ampliar a atuação da Polícia Federal e incluir guardas municipais entre os órgãos de segurança. Já o projeto de lei, chamado de “Plano Real da Segurança”, pretende alterar dez leis para aumentar as penas para integrantes e líderes de facções e milícias.

Essas medidas buscam responder à crescente sofisticação das organizações criminosas e fortalecer a capacidade do Estado de enfrentá-las em diferentes frentes, tanto repressivas quanto preventivas.