A Polícia Federal apura suspeita de vazamento de informações após megaoperação contra esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis nesta quinta-feira (28).
Dos 14 mandados de prisão preventiva, apenas 6 foram cumpridos, com principais alvos escapando. Delegados federais estão preocupados com o ocorrido.
Rastreamento de fintechs e combate à lavagem
Durante a operação, as investigações apontaram que a facção criminosa PCC utilizava instituições financeiras, incluindo fintechs e fundos de investimento, para lavar dinheiro, mascarar transações e ocultar patrimônio. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o crime organizado precisará buscar novas formas de movimentar e esconder fortunas ilícitas diante do avanço da fiscalização.
Haddad destacou que a Inteligência Artificial será empregada para rastrear e monitorar todas as movimentações financeiras em fintechs. “Usaremos a Inteligência Artificial que já dispomos para rastrear e acompanhar o que entra e o que sai das fintechs. Quem abastece as contas, como se dão as movimentações, para onde foi o dinheiro. Quem está fazendo o quê”, declarou o ministro.
Ele garantiu que a fiscalização sobre essas empresas será tão rigorosa quanto a aplicada ao sistema bancário tradicional. Movimentações atípicas, entradas e saídas sem identificação clara serão detectadas pela tecnologia, segundo Haddad. “Tudo isso a nossa IA vai pegar e vamos para cima de quem estiver fazendo coisa errada. Vamos seguir o dinheiro do criminoso”, completou.
Preocupação com cumprimento de mandados
Segundo apuração da TV Globo, delegados federais demonstraram preocupação com o baixo índice de cumprimento dos mandados de prisão preventiva. Dos 14 expedidos, apenas 6 foram efetivados, permitindo que alguns dos principais alvos escapassem da ação policial. A suspeita de vazamento de informações é considerada grave e poderá ser investigada paralelamente à apuração do esquema de lavagem de dinheiro.
A megaoperação desta quinta-feira (28) reforça a necessidade de aprimorar os mecanismos de combate ao crime organizado, especialmente no uso de novas tecnologias financeiras para ocultação de ativos. O governo sinaliza que a integração entre órgãos de fiscalização e o uso de ferramentas tecnológicas serão intensificados para dificultar a atuação de organizações criminosas como o PCC.