Política

Diretor da Polícia Federal promete rigor em investigação de fraudes ligadas ao PCC

Operação Carbono Oculto mira lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis envolvendo políticos e empresários

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (29) que a corporação vai investigar com rigor todos os suspeitos de fraudes e lavagem de dinheiro ligados ao PCC. A megaoperação Carbono Oculto, deflagrada na quinta-feira (28), é considerada a maior ação contra o crime organizado no Brasil.

Rodrigues destacou que não haverá blindagem para agentes públicos ou privados, incluindo políticos e empresários. A operação cumpriu apenas 6 dos 14 mandados de prisão expedidos, e oito alvos seguem foragidos.

Detalhes da operação e investigações em andamento

A Operação Carbono Oculto teve como alvo a infiltração do PCC no setor de combustíveis, com suspeita de lavagem de R$ 47 bilhões, especialmente em Ribeirão Preto (SP). Endereços ligados ao esquema foram alvo de buscas e apreensões, e o material recolhido é considerado relevante para revelar outros grupos envolvidos em esquemas de adulteração de combustíveis e sonegação fiscal.

Entre os oito foragidos estão Mohamad Hussein Mourad e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, apontados como líderes da rede criminosa. A Polícia Federal investiga possível vazamento de informações, já que a maioria dos alvos conseguiu fugir antes da operação. Delegados e agentes da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR) buscam entender como ocorreu a fuga, visto que os investigados eram monitorados previamente.

Rodrigues afirmou à GloboNews que a PF conta com parceiros internacionais e adidâncias em todos os continentes, além de participação em organismos como Ameripol, Europol e Interpol para localizar os foragidos.

Rastreamento financeiro e atuação de fintechs

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que o crime organizado terá dificuldades para continuar ocultando patrimônio, pois a fiscalização sobre fintechs e fundos de investimento será intensificada. Segundo Haddad, a inteligência artificial será utilizada para rastrear movimentações financeiras suspeitas, identificando quem abastece as contas e para onde vai o dinheiro.

Haddad garantiu que a fiscalização sobre essas instituições será tão rigorosa quanto a aplicada ao sistema bancário tradicional. “Tudo isso a nossa IA vai pegar e vamos para cima de quem estiver fazendo coisa errada. Vamos seguir o dinheiro do criminoso”, afirmou o ministro.

Repercussão e próximos passos

A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar o possível vazamento de informações que permitiu a fuga dos investigados. Delegados consideram uma questão de honra entender o ocorrido e prender os foragidos. A expectativa é de que o material apreendido traga novas pistas sobre outros envolvidos e esquemas criminosos no setor de combustíveis.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Receita Federal aponta postos de combustíveis ligados ao PCC em Goiás e São Paulo

Interpol inclui foragidos de megaoperação contra o PCC em lista internacional

Receita Federal intensifica fiscalização sobre créditos tributários no setor de combustíveis

Haddad afirma que fraudes na importação de combustíveis podem causar prejuízo bilionário

Receita Federal reforça fiscalização após fraudes na importação de combustíveis serem descobertas

Receita Federal e ANP apreendem navios em operação contra fraude em refinaria no Rio