A Polícia Federal ainda não sabe se os oito foragidos da Operação Carbono Oculto permanecem no Brasil ou já deixaram o país. A megaoperação, deflagrada na quinta-feira (28), mirou a infiltração do PCC no setor de combustíveis e cumpriu apenas seis dos 14 mandados de prisão expedidos.
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que a corporação investiga possível vazamento de informações e destacou a capacidade de busca global pelos alvos.
Operação Carbono Oculto e desafios
A Operação Carbono Oculto foi deflagrada para combater a infiltração do PCC no setor de combustíveis. Dos 14 mandados de prisão expedidos, apenas seis foram cumpridos, deixando oito alvos foragidos. Segundo Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, esse resultado é considerado “uma certa estranheza” e foge ao padrão de efetividade das operações da corporação.
Rodrigues declarou: “Não é um padrão das operações da Polícia Federal nós termos 14 mandados a serem cumpridos e apenas seis serem exitosos, então isso chamou a atenção da nossa equipe”. A PF está analisando os relatórios da operação para decidir se abrirá um inquérito e apurar um possível vazamento de informações.
O diretor-geral ressaltou que o esquema de lavagem de dinheiro investigado é mais amplo e não se restringe a uma única facção criminosa.
Desdobramentos e próximos passos
As investigações da Operação Carbono Oculto, que tramitam sob sigilo, já resultaram no bloqueio de 21 fundos de investimento fechados. Andrei Rodrigues não confirmou se haverá quebra de sigilo bancário de outras contas, mas afirmou que a operação, iniciada no Paraná em 2023, já conta com um “processo de coleta de provas importantes”.
Rodrigues destacou que a fase atual da operação trará, “inevitavelmente, outras informações para o processo”. A Polícia Federal reforça sua capacidade de buscar os foragidos em âmbito global, enquanto analisa possíveis falhas de segurança interna.