O governo federal promoveu sete trocas entre seus representantes na CPI mista do INSS nesta quarta-feira (27), buscando reverter a derrota no controle da comissão. As mudanças podem elevar de cinco para sete o número de membros do PT na CPI, que retoma os trabalhos nesta quinta-feira (28).
A oposição também realizou quatro alterações em sua bancada, principalmente entre os deputados. A movimentação ocorre após o PT deixar o maior bloco da Câmara dos Deputados.
Rearranjos estratégicos na comissão
Após perder a disputa pelo comando da CPMI do INSS, o governo, liderado pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), realizou sete mudanças em sua base na comissão. Entre as alterações, destaca-se a substituição do deputado Rafael Brito (MDB-AL), ausente na votação por estar em um congresso em Cingapura. A oposição também mexeu em quatro vagas, principalmente na Câmara dos Deputados. O deputado Julio Arcoverde (PP-PI) trocou de posição com o delegado Fábio Costa (PP-AL), e o Republicanos, embora aliado ao governo, indicou Silas Câmara (Republicanos-AM) para o lugar de Thiago Flores (Republicanos-RO). O Solidariedade substituiu Áureo Riberio (Solidariedade-RJ) por Paulinho da Força (Solidariedade-SP), opositor declarado do presidente Lula.
Recompensa e vice-presidência
Apesar da derrota para presidir a CPI, o governo conquistou a vice-presidência com a eleição de Duarte Jr (PSB-MA), aliado do Planalto, com apoio da oposição. A decisão foi tomada após Paulo Pimenta recuar de sua candidatura. Em discurso, Duarte Jr pediu que os membros deixem a “ideologia de lado” e afirmou: “Temos um lado: o lado dos aposentados. Vamos nos dedicar ao máximo para garantir que esses aposentados tenham os valores, que foram roubados, devolvidos”.
Primeiras ações da CPI mista do INSS
Na terça-feira (26), a comissão aprovou a convocação de dez ex-presidentes do Instituto Nacional do Seguro Social, abrangendo gestões de Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os convocados está Alessandro Stefanutto, afastado do comando do INSS após investigação da Polícia Federal sobre desvios em aposentadorias e pensões. Stefanutto era apadrinhado pelo ex-ministro Carlos Lupi, que também foi convidado a depor. Outro nome chamado é Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como facilitador do esquema investigado, com empresas envolvidas como intermediárias.