Política

CPI do INSS mantém agenda e pedirá ao STF autorização para ouvir investigados presos

Mesmo após operação da Polícia Federal, comissão busca ouvir Careca do INSS e Camisotti na próxima semana

A CPI do INSS decidiu manter o cronograma de oitivas e solicitará ao STF autorização para ouvir Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, ambos presos nesta sexta-feira após operação da Polícia Federal.

Os depoimentos estão previstos para a próxima semana, com Antunes na segunda-feira (15) e Camisotti na quinta-feira (18). As convocações foram aprovadas em agosto.

A comissão também avalia convocar o advogado Nelson Wilians, outro alvo da operação recente.

Operação da Polícia Federal e ações da CPI

Na sexta-feira, a Polícia Federal realizou uma nova fase da operação que investiga desvios em aposentadorias e pensões da Previdência. Como resultado, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti foram presos preventivamente.

Apesar das prisões, o relator da CPI do INSS informou que o colegiado pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelos mandados de prisão, autorização para que ambos compareçam à comissão parlamentar de inquérito.

O cronograma da CPI prevê a oitiva de Antunes na segunda-feira (15) e de Camisotti na quinta-feira (18). As convocações dos dois investigados foram aprovadas em agosto.

Além disso, a CPI discute a possibilidade de convocar também o advogado Nelson Wilians, outro alvo da operação deflagrada nesta sexta-feira.

Quebra de sigilo e novos investigados

Na quinta-feira (11), a CPI do INSS aprovou a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti. No mesmo dia, a comissão também determinou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de entidades investigadas pelas fraudes no INSS.

Outros nomes mencionados nas investigações também passaram a ser alvo da comissão. Entre eles estão Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, afastado do comando da autarquia após a operação da Polícia Federal que revelou o esquema de desvios, e Danilo Trento, que teria atuado em conjunto com o ex-procurador-geral do INSS Virgílio de Oliveira Filho nas fraudes.

As ações recentes reforçam o foco da CPI em aprofundar as investigações sobre o esquema de desvios na Previdência Social.