Política

CPI do INSS quebra sigilos de servidor investigado por fraudes em benefícios

Comissão aprova medidas para aprofundar apuração sobre desvios envolvendo Antônio Carlos Camilo Antunes e entidades de aposentados

A CPI do INSS aprovou nesta quinta-feira (11) a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Ele é investigado por supostas fraudes que causaram prejuízos aos cofres públicos.

Antunes, apontado como facilitador do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas, deve depor à comissão no próximo dia 15.

Investigações e medidas da CPI

A comissão parlamentar de inquérito aprovou não apenas a quebra dos sigilos de Antunes, mas também a convocação de testemunhas e a requisição de documentos para aprofundar as investigações. Segundo a Polícia Federal, empresas ligadas ao “Careca do INSS” atuaram como intermediárias financeiras das associações investigadas por fraude.

Essas empresas recebiam dinheiro de entidades e repassavam valores a pessoas ligadas às associações ou a servidores do Instituto Nacional do Seguro Social. A PF identificou que Antunes recebeu R$ 53 milhões de associações de aposentados e pensionistas, com transferências superiores a R$ 9 milhões para pessoas ligadas ao INSS.

Convocação e próximos passos

Antunes foi convocado para depor na próxima segunda-feira, dia 15. A CPI continuará colhendo provas e depoimentos para esclarecer o caso e responsabilizar os envolvidos.

Entidades e pessoas investigadas

Além de Antunes, a comissão aprovou a quebra dos sigilos fiscal e bancário de entidades suspeitas de realizar descontos fraudulentos na Previdência. O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que as informações solicitadas abrangem o período entre a assinatura do acordo de cooperação da entidade com o INSS e 2025.

Alvos ampliados

Na votação dos requerimentos de quebra de sigilo, a CPI mirou quase 70 pessoas físicas, ampliando o alcance das investigações sobre o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social.