Política

Israel reconhece que 83 por cento dos mortos em Gaza são civis segundo dados internos

Investigação revela que maioria das vítimas na Faixa de Gaza não pertence a grupos armados segundo inteligência militar israelense

Dados internos do governo israelense apontam que 83% dos mortos na Faixa de Gaza desde o início do conflito são civis, segundo reportagem do The New York Times publicada nesta quarta-feira (21).

O levantamento, baseado em informações de inteligência militar, indica que apenas 17% dos mortos foram identificados como membros de grupos armados.

O governo de Israel ainda não se pronunciou oficialmente sobre a investigação.

Contexto do conflito e investigação

O conflito entre Israel e grupos palestinos na Faixa de Gaza se intensificou nas últimas semanas, levando a um aumento expressivo no número de vítimas civis. Segundo uma investigação conjunta do The Guardian, da revista israelo-palestina +972 Magazine e do site israelense Local Call, um banco de dados confidencial das Forças Armadas de Israel identificou apenas 8.900 combatentes de grupos como Hamas e Jihad Islâmica entre os 53 mil mortos até maio deste ano.

Os 83% restantes, cerca de 42 mil pessoas, eram civis, conforme os dados do serviço de inteligência militar de Israel. O balanço do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, apontava 53 mil mortes desde o início da guerra, número considerado confiável pela ONU.

Comparações internacionais e repercussão

Therése Pettersson, do Programa de Dados de Conflitos de Uppsala, afirmou ao The Guardian que “essa proporção de civis entre os mortos seria excepcionalmente alta, especialmente considerando que isso já acontece há tanto tempo”. Segundo o banco de dados de Uppsala, apenas três episódios nas últimas três décadas superaram a taxa de civis mortos em Gaza: o genocídio de Ruanda (1994), o cerco russo a Mariupol (2022) e o massacre de Srebrenica (1992-1995).

Repercussão internacional e balanço das vítimas

Organizações internacionais e governos de diversos países expressaram preocupação com o elevado número de civis mortos na Faixa de Gaza, pedindo um cessar-fogo imediato para evitar uma crise humanitária ainda maior.

A Organização das Nações Unidas já afirmou que a maioria dos mortos em Gaza é composta por civis, incluindo mulheres e crianças. O ataque do Hamas em outubro de 2023, que desencadeou o atual conflito, provocou a morte de 1.219 pessoas, segundo a agência AFP.

Já a ofensiva israelense resultou em mais de 61.500 palestinos mortos, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. O governo israelense ainda não comentou oficialmente os dados revelados pela investigação até a última atualização desta reportagem.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Mortes em Gaza ultrapassam 60 mil após 21 meses de conflito

Comissão da ONU acusa Israel de genocídio em Gaza e governo israelense rejeita relatório

Ataques israelenses em Gaza deixam 34 mortos antes de reunião da ONU

Ataques aéreos israelenses em Gaza deixam 72 mortos e aumentam pressão por cessar-fogo

Israel avança com ofensiva terrestre em Gaza e milhares de palestinos fogem

Bombardeios israelenses em subúrbios de Gaza deixam 18 mortos e aumentam tensão