Política

Israel inicia envio de tendas para reassentar civis palestinos em Gaza

Exército prepara realocação de moradores antes de nova ofensiva ao norte da Cidade de Gaza

O Exército de Israel anunciou neste sábado (16) o início do envio de tendas e equipamentos de abrigo para civis palestinos em Gaza.

A medida antecede uma nova ofensiva militar planejada para o norte da Cidade de Gaza, maior centro urbano do território.

Segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a população será transferida para “zonas seguras” antes do avanço das tropas.

Preparativos para ofensiva e reassentamento

O anúncio do envio de tendas ocorre dias após Israel declarar a intenção de lançar uma nova ofensiva para tomar o controle da região norte da Cidade de Gaza. O plano de reassentamento visa retirar civis das áreas de combate e realocá-los em zonas consideradas seguras no sul do enclave palestino.

Segundo o Exército de Israel, os equipamentos de abrigo começarão a ser distribuídos a partir deste domingo (17), com apoio da ONU e de organizações internacionais de ajuda humanitária. Os materiais serão enviados pelo posto de Kerem Shalom, no sul de Gaza, e passarão por inspeção do Ministério da Defesa de Israel.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que, antes da ofensiva, a população civil será transferida para áreas fora da Cidade de Gaza, que ele classificou como último reduto do Hamas. O Exército, porém, não informou quando começará o movimento em massa dos palestinos, nem se a transferência terá como destino Rafah, na fronteira com o Egito.

Impacto humanitário e contexto do conflito

A decisão de reassentar civis gerou preocupação internacional devido à situação humanitária em Gaza, onde vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas. A guerra, iniciada em 7 de outubro de 2023 após ataque do Hamas ao sul de Israel, já resultou em mais de 61 mil mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas.

O conflito também provocou crise de fome, deslocamento interno da maioria da população e destruição de grande parte do território. Israel afirma que 20 dos 50 reféns ainda em Gaza permanecem vivos, dos 251 sequestrados no início do confronto.

As negociações por um cessar-fogo de 60 dias, com apoio dos Estados Unidos, fracassaram no mês passado. Enquanto isso, as tropas israelenses intensificaram operações nos arredores da Cidade de Gaza, e o ministro da Defesa, Israel Katz, declarou que os planos para a nova ofensiva ainda estão em formulação.

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