Política

Países pedem fim imediato da guerra em Gaza e criticam restrições à ajuda humanitária

Reino Unido, França, Japão e outros 22 países exigem cessar-fogo e denunciam crise humanitária sob bloqueio israelense

Reino Unido, França, Japão e outros 22 países publicaram nesta segunda-feira (21) um apelo conjunto pelo fim imediato da guerra na Faixa de Gaza.

O grupo critica o bloqueio à ajuda humanitária, denuncia mortes de palestinos e exige a libertação de reféns mantidos pelo Hamas.

Israel rebateu o documento, chamando-o de “desconectado da realidade” e atribuindo ao Hamas a responsabilidade pelo conflito.

Apelo internacional pelo cessar-fogo

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (21), 25 países, incluindo Reino Unido, França, Canadá, Japão e outros membros da Europa e Oceania, exigiram o “fim imediato” da guerra em Gaza. O documento destaca que “o sofrimento dos civis em Gaza atingiu novos níveis” e condena o fornecimento mínimo de ajuda, além do assassinato de civis que tentam obter alimentos e água.

Os signatários, entre eles Austrália, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Itália, Suécia e Suíça, afirmam que “mais de 800 palestinos foram assassinados enquanto tentavam obter ajuda”. Eles também denunciam o modelo de distribuição de ajuda implementado por Israel, considerado perigoso e indigno.

O bloqueio humanitário imposto por Israel já dura mais de 21 meses, desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. Segundo a ONU, desde o final de maio, 875 pessoas morreram tentando conseguir alimentos, sendo 674 perto dos pontos da Fundação Humanitária de Gaza (GHF).

Resposta de Israel

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Oren Marmorstein, classificou a declaração dos países como “desconectada da realidade” e afirmou que ela “passa a mensagem errada” ao Hamas. Segundo ele, “o Hamas é o único responsável pela continuidade da guerra e pelo sofrimento de ambos os lados”.

Repercussão e demandas adicionais

Além de exigir o fim do conflito, os países pedem a libertação imediata dos reféns detidos pelo Hamas desde outubro de 2023. Também manifestam oposição a qualquer plano que envolva mudanças territoriais ou demográficas nos territórios palestinos ocupados, como o projeto israelense de criar uma “cidade humanitária” no sul de Gaza.

O grupo condena o deslocamento forçado de palestinos e a expansão de assentamentos na Cisjordânia e Jerusalém Oriental, ressaltando que tais ações violam o direito internacional e prejudicam a solução de dois Estados. O rei Felipe da Bélgica classificou a situação em Gaza como “uma desgraça à humanidade”.

Os signatários apoiam os esforços de Estados Unidos, Catar e Egito para alcançar um cessar-fogo e afirmam estar preparados para tomar medidas adicionais em prol da paz. Pedem união internacional para interromper o conflito e garantir segurança para israelenses, palestinos e toda a região.

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