Política

Ministros do STF consideram desnecessário pedido de vista no julgamento de Bolsonaro

Supremo avalia que processo sobre tentativa de golpe está maduro para julgamento e todos acompanharam etapas

Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que não há necessidade de pedido de vista no julgamento de Jair Bolsonaro e outros integrantes do “núcleo crucial” da tentativa de golpe. O início do julgamento foi marcado pelo ministro Cristiano Zanin para 2 de setembro.

Segundo integrantes da Primeira Turma, todos acompanharam de perto as fases do processo, desde a denúncia até depoimentos e acareações, tornando improvável um pedido de mais tempo para análise.

Processo acompanha de perto por ministros

O julgamento do grupo ligado à tentativa de golpe envolvendo Jair Bolsonaro foi agendado para 2 de setembro pelo ministro Cristiano Zanin. A avaliação interna do STF é de que não há necessidade de pedido de vista, mecanismo que permite mais tempo para análise do caso.

Ministros da Primeira Turma destacam que acompanharam todas as etapas do processo, desde o oferecimento da denúncia pela Procuradoria-Geral da República até os depoimentos de testemunhas e réus. O ministro Luiz Fux, por exemplo, esteve presente ao lado de Alexandre de Moraes em acareações realizadas ao longo do processo.

Um ministro ouvido afirmou: “Possível um pedido de vista sempre é. Mas hoje não vejo como provável. Desde o oferecimento da denúncia todos têm o acesso online, com todas as petições, documentos, testemunhos, interrogatórios que aconteceram. Todos acompanharam toda a instrução”.

Visibilidade e maturidade do caso

Os magistrados ressaltam que o caso teve grande visibilidade pública e foi amplamente acompanhado por todos os membros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. Segundo eles, normalmente um pedido de vista ocorre quando há dúvidas, necessidade de esclarecimentos ou quando o caso não é amplamente conhecido.

No entanto, devido à notoriedade da trama golpista e ao acompanhamento detalhado de todas as fases do processo, a avaliação interna é de que não será necessário um pedido de vista. Assim, o julgamento tende a ocorrer sem atrasos, refletindo a percepção de que o processo está maduro para decisão.