Política

Obras e reforço na segurança antecedem julgamento de Bolsonaro no STF

Sala da Primeira Turma do Supremo passa por reformas e esquema de policiamento é ampliado antes do julgamento da trama golpista

A sala da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal passa por reformas nesta sexta-feira (29), preparando-se para o julgamento da trama golpista, que começa na próxima terça (2).

O julgamento envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-auxiliares, acusados pela Procuradoria-Geral da República de tentar impedir a posse de Lula.

A obra deve ser concluída até segunda-feira (1º), véspera do início do julgamento.

Preparativos e segurança reforçada

A sala de sessões da Primeira Turma é o local escolhido para o julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e sete de seus ex-auxiliares. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), eles são réus por supostamente formar uma organização criminosa com o objetivo de manter Bolsonaro no poder e evitar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Além das obras, o STF terá reforço na segurança a partir do início da semana. A proximidade do julgamento e do feriado de 7 de setembro, considerado fonte de tensão, motivou o aumento do policiamento. O tribunal não detalha o número de agentes, mas afirma que haverá policiamento ostensivo.

Na segunda-feira (1º), a Polícia Militar do Distrito Federal fechará a praça dos Três Poderes, onde estão o STF, o Congresso e o Palácio do Planalto. Na terça, primeiro dia do julgamento, haverá presença da tropa de choque da PM, do Bope e do Comando de Operações Táticas, além de varredura com cães treinados nas imediações. Policiais judiciais de tribunais de Brasília e outros estados também atuarão na segurança. O acesso ao prédio será permitido somente após inspeção com detector de metais.

Clima político e repercussão internacional

Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar acusado de tentar coagir ministros e instituições, ainda não confirmou presença no julgamento. O presidente Lula criticou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, acusando-o de traição à pátria por incentivar retaliações dos Estados Unidos ao Brasil em razão do julgamento.

O ex-presidente norte-americano Donald Trump, aliado de Bolsonaro, relacionou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros ao julgamento, classificando-o como “caça às bruxas”. Além disso, o governo dos EUA aplicou sanções ao ministro Moraes e outros membros da Corte. Lula afirmou que o Brasil não negocia sua soberania.

A revista The Economist destacou na capa uma montagem de Jair Bolsonaro com a roupa de um manifestante do ataque ao Congresso dos EUA em 6 de janeiro de 2020, sugerindo que o julgamento brasileiro serve de lição aos Estados Unidos.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

Bolsonaro é julgado por crimes previstos em lei que sancionou durante seu governo

Julgamento de Bolsonaro no STF atrai imprensa internacional e público recorde

Julgamento de Bolsonaro e outros réus altera rotina no centro de Brasília

Fux deve divergir de Moraes mas julgamento no STF deve seguir sem pedido de vista

Réus do núcleo golpista optam por acompanhar julgamento do STF remotamente

Imprensa internacional destaca julgamento de Bolsonaro e temor de fuga