Política

STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe em setembro

Sessões do Supremo Tribunal Federal vão de 2 a 12 de setembro e analisam crimes atribuídos ao ex-presidente e outros sete réus

O Supremo Tribunal Federal começa a julgar Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe a partir de 2 de setembro. As sessões seguem até o dia 12, com horários definidos pelo tribunal.

O ex-presidente é apontado pela Procuradoria Geral da República como principal articulador e beneficiário das ações investigadas. O julgamento ocorre em Brasília e envolve crimes graves contra o Estado Democrático de Direito.

Datas e horários das sessões

O julgamento no STF terá início em 2 de setembro, com sessões previstas das 9h às 12h e das 14h às 19h. No dia 3, a sessão ocorre das 9h às 12h. As atividades serão retomadas em 9 de setembro, também das 9h às 12h e das 14h às 19h, seguindo no dia 10 das 9h às 12h, e encerrando em 12 de setembro, nos mesmos horários do primeiro dia.

Réus do processo

Além de Jair Bolsonaro, serão julgados Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-Gabinete de Segurança Institucional), Braga Netto (ex-Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (ex-Defesa), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens). Eles integram o chamado núcleo 1, considerado crucial pela Procuradoria Geral da República.

Acusações e penas

O ex-presidente é acusado de ser “principal articulador, maior beneficiário e autor” das ações que visavam a ruptura do Estado Democrático de Direito após a derrota para Lula em 2022. Entre os crimes atribuídos estão organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado. As penas máximas podem somar até 43 anos de prisão.

Como será o julgamento

A denúncia da Procuradoria-Geral da República será analisada pelo colegiado do STF, composto pelos ministros Cristiano Zanin (presidente), Cármen Lúcia, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Flávio Dino.

Em caso de absolvição, o processo é arquivado sem punição. Se houver condenação, os ministros definirão a pena individual de cada réu e os efeitos civis e administrativos aplicáveis.

Consequências em caso de condenação

Entre as possíveis consequências estão a fixação de valores para ressarcimento de danos, indenização por danos morais coletivos, perda de cargos e funções públicas, além de mandatos eletivos, caso a pena de prisão ultrapasse quatro anos. Essas medidas precisam ser especificadas na decisão final do STF.

A Redação Tropiquim é responsável pela curadoria e edição do conteúdo do portal, sob direção editorial de Giulia Gigli. Reunimos o que importa no noticiário brasileiro e entregamos com clareza, contexto e um olhar que acredita no Brasil — sempre com curadoria e supervisão editorial humana. Cada publicação passa por critérios de relevância, precisão e atribuição de fontes.
Escrito com o apoio da inteligência artificial
Este texto foi gerado por IA sob curadoria da equipe do Tropiquim.
todos os fatos foram verificados com rigor.
Leia mais

STF recebe 501 jornalistas e reforça segurança para julgamento da trama golpista

Obras e reforço na segurança antecedem julgamento de Bolsonaro no STF

Bolsonaro é julgado por crimes previstos em lei que sancionou durante seu governo

Julgamento de Bolsonaro no STF atrai imprensa internacional e público recorde

Julgamento de Bolsonaro e outros réus altera rotina no centro de Brasília

Fux deve divergir de Moraes mas julgamento no STF deve seguir sem pedido de vista