Política

Pesquisa Datafolha revela divisão sobre prisão de Bolsonaro por trama golpista

Levantamento mostra que apoio e rejeição à prisão do ex-presidente estão praticamente empatados em 2024

Uma pesquisa do Datafolha indica que 48% dos brasileiros defendem a prisão de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. Outros 46% se dizem contrários à prisão, enquanto 6% não souberam opinar. O levantamento foi realizado nos dias 29 e 30 de julho, com 2.044 entrevistados.

Apesar do apoio à prisão, 51% acreditam que Bolsonaro não será condenado pelo Supremo Tribunal Federal, e 40% acham que ele será preso.

Resultados da pesquisa e comparação com abril

De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados se declararam a favor da prisão de Jair Bolsonaro, número que era de 52% em abril. Já o percentual de pessoas contra a prisão subiu para 46%, ante 42% na pesquisa anterior. O índice dos que não souberam opinar permaneceu em 6%.

A expectativa sobre o desfecho do julgamento pouco mudou: 51% creem que Bolsonaro escapará da cadeia (eram 52% em abril), enquanto 40% preveem condenação (eram 41%).

Perfis de apoio e rejeição

O apoio à prisão de Bolsonaro é mais expressivo entre pessoas com renda de até dois salários mínimos, moradores do Nordeste e eleitores identificados com o PT. Por outro lado, a rejeição à condenação predomina entre evangélicos, moradores da região Sul, pessoas da classe média mais baixa e eleitores bolsonaristas.

Detalhes do processo e contexto político

O ex-presidente Jair Bolsonaro será julgado pelo Supremo Tribunal Federal sob acusação de ter articulado uma tentativa de permanecer no poder após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que a suposta trama envolveu políticos e militares e culminou nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Bolsonaro nega todas as acusações. O cenário de divisão na opinião pública reflete a polarização política no país, com oscilações dentro da margem de erro desde abril e expectativa de desfecho judicial ainda indefinida.

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