Política

Moraes afirma que sanção dos EUA não altera julgamento de Bolsonaro

Ministro do STF mantém cronograma do caso de tentativa de golpe mesmo após punição dos Estados Unidos

Alexandre de Moraes, ministro do STF, afirmou que a sanção imposta pelos Estados Unidos não irá modificar o cronograma do julgamento de Jair Bolsonaro sobre a tentativa de golpe. O julgamento está previsto para setembro, segundo seus assessores.

O ministro planeja comentar oficialmente a retaliação americana durante a cerimônia de retorno do ano judiciário, na próxima semana.

Punição dos Estados Unidos a Alexandre de Moraes

Na quarta-feira (30), o governo dos Estados Unidos sancionou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, utilizando a lei Magnitsky, instrumento legal americano destinado a punir estrangeiros. Com a sanção, quaisquer bens que Moraes possua em território americano estão bloqueados, assim como empresas que possam estar ligadas a ele. Além disso, cidadãos americanos ficam proibidos de realizar negócios com o ministro.

A decisão ocorre dois meses após o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciar que estudava aplicar a lei Magnitsky contra Moraes. O ministro já havia tido seu visto americano revogado no dia 18 deste mês.

De acordo com interlocutores, Moraes descartou qualquer possibilidade de atraso no julgamento envolvendo Jair Bolsonaro e a tentativa de golpe. Um dos assessores do ministro comentou de forma irônica: “Eu gosto de guerra. Ainda mais quando é Davi contra Golias”.

A manifestação oficial de Moraes sobre as sanções dos Estados Unidos está prevista para ocorrer durante a cerimônia de abertura do ano judiciário, marcada para a próxima semana. A expectativa é que o ministro reforce que as decisões externas não influenciarão o andamento dos processos sob sua responsabilidade no STF.