O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o governo brasileiro está desenvolvendo um plano de contingência para apoiar setores impactados pelo tarifaço dos EUA, previsto para começar em 1º de agosto. O governo mantém diálogo com os americanos, apesar das dificuldades nas negociações.
Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, cerca de 10 mil empresas brasileiras podem ser atingidas, afetando 3,2 milhões de empregos.
Setores afetados e medidas do governo
O aumento das tarifas de importação dos Estados Unidos, conhecido como tarifaço, foi anunciado para entrar em vigor nesta quinta-feira (1º). A medida prevê uma sobretaxa de até 50% sobre produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano, impactando setores como aço, alumínio, minerais críticos e veículos elétricos.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que a equipe econômica já trabalha em um plano de contingência para apoiar os setores atingidos. O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o plano está sendo elaborado de forma completa e detalhada, mas destacou que o governo está empenhado em resolver a questão por meio do diálogo institucional.
De acordo com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), o aumento das tarifas pode afetar aproximadamente 10 mil empresas brasileiras exportadoras, responsáveis por cerca de 3,2 milhões de empregos no país.
Desafios diplomáticos e repercussão política
O governo brasileiro enfrenta dificuldades para negociar a retirada ou redução das tarifas com os Estados Unidos. O presidente Lula afirmou que o republicano Donald Trump “não quer conversar” sobre o tarifaço e ressaltou que o Brasil está disposto a avançar nas negociações, desde que haja interesse por parte dos EUA.
Fontes próximas ao presidente relataram insatisfação com a falta de um canal direto de negociação com Trump. Apesar de existirem conversas em nível diplomático, elas não chegam à Casa Branca.
No dia 9 de julho, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao Brasil anunciando a taxa de 50% sobre os produtos brasileiros importados, com início previsto para 1º de agosto.
Alckmin afirmou que, no momento, o governo brasileiro está focado em buscar soluções por meio do diálogo institucional e que, assim que houver novidades, elas serão comunicadas.