Política

Provas digitais e financeiras embasam medidas judiciais contra Bolsonaro e filho

Ministro Alexandre de Moraes destaca postagens, vídeos e transferências de dinheiro como evidências de crimes atribuídos a Jair e Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes apontou que provas digitais e financeiras sustentam a investigação contra Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo. As evidências incluem postagens, vídeos e transferências de dinheiro, indicando possível interferência em processos judiciais e ações ilícitas. A Polícia Federal detalhou a intensificação das ações de Eduardo nas redes sociais e o repasse de R$ 2 milhões via PIX pelo ex-presidente ao filho.

Ações atribuídas a Jair Bolsonaro

Segundo o ministro Alexandre de Moraes, há elementos que comprovam a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro em práticas ilícitas. A decisão judicial menciona publicações em redes sociais que, conforme a Procuradoria-Geral da República, indicariam interferência no aumento tarifário do governo dos Estados Unidos. Também são citadas republicações de declarações do então presidente Donald Trump contra o Brasil e a divulgação de vídeos do líder americano com críticas ao país.

Atuação de Eduardo Bolsonaro

A Polícia Federal destacou que as ações de Eduardo Bolsonaro se intensificaram nas últimas semanas, acompanhando o avanço do processo penal contra seu pai no Supremo Tribunal Federal. O deputado licenciado passou a repostar conteúdos em inglês em suas redes sociais, com o objetivo de alcançar o público internacional e influenciar o andamento do processo. Entre as provas estão postagens no X (antigo Twitter) de fevereiro a julho, entrevistas à imprensa sobre sanções ao Brasil e articulações nos EUA, além de comentários em publicações de Donald Trump e a divulgação de uma carta junto a Paulo Figueiredo, considerado réu e foragido pela Justiça brasileira.

Transferência de recursos e depoimentos

Além das ações digitais, a investigação aponta uma transferência financeira significativa: Jair Bolsonaro confirmou, em depoimento, o repasse de R$ 2 milhões via PIX ao filho Eduardo, que está nos Estados Unidos. Em julho, o ex-presidente declarou em interrogatório que prestou auxílio financeiro ao filho, reforçando o elo entre as ações investigadas e o suporte material dado.

Essas informações fundamentaram as medidas judiciais adotadas por Alexandre de Moraes, que considerou a soma dos elementos digitais e financeiros como indicativos da existência de crimes atribuídos a pai e filho. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, com possíveis desdobramentos nas esferas política e jurídica.

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