Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, declarou nesta sexta-feira (18) que seguirá ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando sua coragem diante das recentes medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em postagens e entrevistas, Tarcísio elogiou o ex-presidente e criticou a decisão judicial que determinou o uso de tornozeleira eletrônica, restrição de comunicação e recolhimento domiciliar para Bolsonaro.
O governador também defendeu equilíbrio e paz social, ressaltando a importância de eleições livres e justas.
Declarações de Tarcísio sobre Bolsonaro
Durante entrevista ao programa Balanço Geral, da Record TV, e em publicações nas redes sociais, Tarcísio de Freitas afirmou que “coragem nunca faltou” ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador ressaltou que Bolsonaro enfrentou crises sem precedentes e defendeu valores e ideais, destacando: “Não faltou quando atentaram contra a sua vida. Não faltou para lidar com as crises sem precedentes que este país passou quando ele era presidente. Não faltou para defender a liberdade, valores, ideais e combater injustiças. E não vai faltar agora, pois ele sabe que estamos e seguiremos ao seu lado”.
Tarcísio também afirmou não conhecer “ninguém que ame mais este país, que tenha se sacrificado mais por uma causa, quanto Jair Bolsonaro”. O governador disse ainda que não imagina “a dor de não poder falar com um filho. Mas se as humilhações trazem tristeza, o tempo trará a justiça”. Ele defendeu pacificação e equilíbrio político para o Brasil, afirmando: “Não haverá pacificação enquanto não encontrarmos o caminho do equilíbrio. Não haverá paz social sem paz política, sem visão de longo prazo, sem eleições livres, justas e competitivas. A sucessão de erros que estamos vendo acontecer afasta o Brasil do seu caminho”.
Medidas cautelares e operação policial
O Supremo Tribunal Federal determinou que Bolsonaro use tornozeleira eletrônica, cumpra recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, e está proibido de acessar redes sociais, se comunicar com embaixadores, diplomatas, outros réus e investigados. A decisão, assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi motivada por suspeitas de coação no curso do processo, obstrução e ataque à soberania, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão.
Durante operação da Polícia Federal, foram apreendidos um pen drive, cerca de US$ 14 mil e R$ 8 mil na casa do ex-presidente. O material será periciado. A Procuradoria-Geral da República justificou as medidas pela “concreta possibilidade de fuga”. Bolsonaro classificou a investigação como política e declarou: “Nunca pensei em sair do Brasil ou ir para embaixada”. Sua defesa afirmou surpresa e indignação com as medidas cautelares.
Repercussão e manifestações
As medidas impostas ao ex-presidente repercutiram entre políticos e familiares. Eduardo Bolsonaro, licenciado do mandato de deputado federal, publicou em inglês que o ministro Alexandre de Moraes “dobrou a aposta” após vídeo de Jair Bolsonaro direcionado a Donald Trump. Flávio Bolsonaro, senador, declarou: “Fica firme, pai, não vão nos calar! A proposital humilhação deixará cicatrizes nas nossas almas, mas servirão de motivação para continuarmos lutando pelo nosso Brasil livre de déspotas”.
Além disso, a Polícia Federal apreendeu uma cópia da petição inicial da ação que a plataforma de vídeos Rumble move contra Alexandre de Moraes, acusando o ministro de censura. O processo investiga crimes de coação, obstrução e ataque à soberania.
No cenário político, Tarcísio de Freitas é apontado como um dos principais nomes da direita para disputar a Presidência da República no próximo ano. Ele afirmou que seguirá ao lado de Bolsonaro durante a campanha e acredita na força do ex-presidente para mobilizar eleitores.
O governador também destacou propostas para São Paulo, como investimentos em segurança, saúde, educação e geração de empregos, reforçando seu alinhamento com o ex-presidente mesmo diante das adversidades.